Bon Jovi em São Paulo repete fórmula do Rio e empolga os fãs paulistanos

Estadão

27 Setembro 2013 | 17h00

Silvia Curado / Fotos: Stephan Solon –XYZ Live

Com dois integrantes originais a menos, a banda Bon Jovi voltou ao Brasil para dois grandes shows, um no Rock in Rio e uma apresentação extra em São Paulo, inicialmente agendada para dia 21, um dia após a apresentação carioca. A emergência envolvendo o baterista Tico Torres – que foi operado às pressas por causa de uma apendicite – fez com que a banda adiasse sua apresentação em São Paulo para o dia 22.

Com a transmissão ao vivo do festival carioca, os fãs paulistas conseguiram ter uma prévia do que os esperaria no estádio do Morumbi, que começou com a abertura da banda canadense Nickelback, que fez um show honesto, sem muita parafernália tecnológica que conquistou o público surpreso ao conhecer tantas canções dos canadenses, que estouraram mundialmente com o single How You Remind Me, do álbum de estreia, Silver Side Up. Em pouco mais de uma hora de show, a banda disparou os sucessos: Photograph, Far Way, Savin’Me, Too Bad e Someday.

Pontualmente, às 21h Jon Bon Jovi sobe ao palco com “sua banda” abrindo o show com o single That’s What the Water Made Me, do novo álbum, What About Now, emendando com o clássico You Give Love a Bad Name (Slippery When Wet) que pôs o estádio do Morumbi abaixo, seguida de RaiseYour Hands, também do álbum Slippery When Wet.

Sempre muito charmoso e simpático Jon dançou, mexeu com o público arrancando gritos histéricos das mulheres presentes e disse: “Sabe por que eu gosto de tocar no Brasil? Só para ouvir os gritos das mulheres”.  Brincadeiras a parte, o show prossegue com os teclados inconfundíveis da clássica Runaway, do álbum de estreia que leva o nome da banda. Para os mais antigos, este single é a cara dos anos 80, década que nasceu a banda.

De volta aos sons mais novos, Jon canta Lost Highway e Whole Lot of Living (Lost Highway), seguida de It’s My Life (Crush), que pôs o Morumbi para pular mais uma vez cantando em uma só voz o forte refrão.

Em pausa para conversar com os fãs, Jon apresenta a próxima canção falando um pouquinho sobre a turnê de What About Now, 12º álbum de estúdio da banda, lançado após quatro anos sem disco de inéditas e o último gravado por Richie Sambora, guitarrista que deixou a banda logo após sua gravação. Because We Can, primeiro single, é “água com açúcar” e traz um refrão “bem americanizado”, mas que agradou a galera, seguida pela faixa título What About Now.

Mais um single de Lost Highway, a banda inicia We Got Going On, seguida de Keep The Faith (Keep The Faith), mais uma daquelas que a galera canta em coro. A essa altura do show, a mulherada já estava enlouquecida, gritando o nome de Jon, levantando cartazes pedindo beijos, abraços e tudo a que tinham direito. Aproveitando o clima, a banda emenda (You Want to) Make a Memory (Lost Highway), a única balada da noite.

Ainda no clima violão, o set segue com Captain Crash & the Beauty Queen From Mars (Crush), We Weren’t Born To Be Follow (The Circle) e Who Says You Can’t Go Home (Have a Nice Day), música embalou o sonho de uma fã que ficou seis minutos ao lado de Jon cantando no Rio e despertando a mesma esperança nas fãs em São Paulo, que gritaram muito e começaram a exibir todos os cartazes possíveis. Uma das moças foi um pouco mais além e escreveu nos ombros um grande “Kiss Me”! Mas Jon não quebrou o protocolo e cantou sem dar muita atenção às mensagens (talvez só tenha feito aquilo no RJ, como estratégia de marketing, ou como prova de simpatia, uma vez que o festival estava sendo transmitido para o mundo todo…)

O show segue com I’ll Sleep When I’m Dead (Keep The Faith) com direito a um trecho de Start Me Up, do Rolling Stones – Jon protagoniza o momento “gracinha” com a imitação grotesca de Mick Jagger e fecha o show com Bad Medicine, que teve um pedacinho de Shout, cover de The Isley Brothers – arrancando mais uma vez o coro do estádio.

A volta do bis trouxe apenas clássicos: Wanted Dead or Alive (Slippery When Wet), Have a Nice Day, do álbum auto-intitulado, Livin’ On A Prayer (Slippery When Wet), deixando a galera com vontade de quero mais, que depois de alguns coros convenceu a banda a voltar ao palco com o cover de Pretty Woman – música de Roy Orbison, que também estava no set em 2010. Para fechar a clássica Born To Be My Baby (New Jersey). Nessa hora o céu desabou em chuva, o que foi uma loucura, com muita gente correndo para se esconder nos corredores do Morumbi, e outras sem se importar, hipnotizadas com o Bon Jovi.

Para quem estava no Morumbi, a sensação que ficou foi a de “quero mais”, principalmente porque o show de 2010 teve cinco clássicos a mais. Mas, a promessa de Jon é voltar o quanto antes, já com Tico Torres no comando da bateria. Vamos esperar que seja logo!

 

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