Bob Dylan 70, a resposta no vento, as pedras rolando – uma homenagem

Estadão

26 de maio de 2011 | 07h00

Julia Baptista (texto) e Lucas Pretti (edição), do estadão.com.br

SÃO PAULO – Há pouco menos de 10 anos, em 11 de setembro de 2001, quando o mundo viu as torres gêmeas do World Trade Center desaparecerem em poucos segundos, Bob Dylan, que completa 70 anos nesta terça-feira, 24, lançava o álbum Love and Theft, onde o espírito de desilusão e incerteza da mundo estão presentes.

Coincidências à parte, o fato é que a música de Dylan imprimiu na sociedade bem mais do que a mistura da sonoridade melancólica do folk com a força do rock. Colocou a poesia a serviço da música, e esta a serviço do mundo. “Uma canção é um reflexo do que eu vejo ao meu redor o tempo inteiro”, disse ele, cerca de dois meses depois do atentado de Nova York, em uma entrevista à revista Rolling Stone.

Nesta terça, 24, 70 de Bob, preparamos uma homenagem à lenda do folk rock norte-americano, ao homem que ajudou a forjar o pensamento de gerações e que hoje inspira (e traz certa melancolia) quem não viveu os anos 60. Para degustar o material que se segue, clique no selo abaixo e execute a DylanRadio.com, só com músicas de Dylan todo o tempo na internet.

Dylan nasceu Robert Allen Zimmerman, em Duluth, Minessota, no norte dos EUA, em uma família de judeus de classe media. Estudou no Hibbing High, onde se apresentou, pela primeira vez, em 1957, com sua primeira banda, a The Shadow Blasters, com a qual fazia covers de Little Richard. Na pequena Hibbing, comprava também discos de Hank Willians, da cantora de folk Odetta, Gene Vicent and The Blue Caps, Leady Belly, entre outros.

Mas foi no começo da década de 60, quando frequentou Dinkytown, área boemia nos arredores da Universidade de Minnesota, que começou a mergulhar mais fundo no universo folk e conhecê-lo de fato. Foi nessa época que leu Bound of Glory, autobiografia do poeta e músico Wood Guthrie. Bob tomou o livro como uma espécie de bíblia da vida.

De Minnesota, Bob Dylan foi cruzando o país. Passou por Iowa, South Dakota, North Dakota e Kansas, até chegar em Nova York, no começo da década de 60. Tocou na cidade pela primeira vez em 1961, no Folklore Center, em 4 de novembro de 1961. Em 1962, compôs Blowin’ in the Wind, em menos de meia hora. Seguiria então um cancioneiro que, bem, há pouco a se dizer além de tudo que foi dito…

Leia mais sobre Bob Dylan e seus 70 anos aqui.

Tudo o que sabemos sobre:

Bob Dylan

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.