Blues pela Vida cresce e prepara expansão maior para 2014

Estadão

27 de agosto de 2013 | 16h53

Marcelo Moreira

O Blues Pela Vida ficou pequeno em 2013. Com um aumento de público de mais de 70%, o evento beneficente de Osasco superou as melhores expectativas e promete crescer nas próximas edições. quase 1,5 mil pessoas estiveram no último domingo no Centro das Artes César Antonio de Salvi, bem no centro da cidade da Grande São Paulo, para contribuir para entidades assistenciais e se divertir bastante, com música, teatro, circo e atividades para as crianças.

O principal foi blues, em várias vertentes e em dois locais distintos. No palco principal, no pátio da escola de artes, seis bandas tocaram por mais de seis horas, indo do blues tradicional à música latina, passando pelo mais rasgado rockabilly e por um soul/rhythm and blues de arrasar o centrinho esvaziado da cidade.

O guitarrista Roberto Terremoto espalhou o bom humor com sua banda, Os Abalos Sísmicos, com um rockabilly fantástico e animado, enquanto a banda Black Coffee, da surpreendente cantora Isabel Tavares, trouxe a Motown para Osasco, com uma mescla contagiante de soul, blues e rhythm and blues. Já o Trítono Blues colocou todo mundo para dançar ao adaptar clássicos do blues para ritmos latinos, além de colocar bastante tempero nas versões de músicas do imortal Carlos Santana, entre outras pérolas.

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Palco principal do Blues Pela Vida (DIVULGAÇÃO/FACEBOOK)

No palco secundário, instalado no saguão da escola, vários músicos importantes se revezaram em intermináveis – e maravilhosas – jams sessions conduzidas pelas gaitas diatônicas, em verdadeiras aulas de blues. Passaram por ali Michael Navarro, Little Will, Márcio Abdo, Leandro Street Blues e muitos outros. Por volta das 19h, 11 gaitistas se revezaram nos dois microfones disponíveis, incendiando o público que lotou o recinto.

Como sempre, o grupo que promove o evento tem a liderança do comerciário e músico amador Cláudio Rodolfo “Banha Blues” Medeiros, que comanda o balcão de bares importantes de São Paulo, como Morrison e Mr. Blues.

Iniciado em 2007 como um minifestival que reuniu bandas importantes em uma celebração de amigos, o “Blues pela Vida”rapidamente se tornou um evento multicultural de Osasco. “O local é grande, acho que cabem até 4 mil pessoas, mas a repercussão tem sido além da esperada. Acho que esse ano passaremos de mil pessoas.”

Cláudio ‘Banha Blues’ Medeiros

Ele ressalta o apoio da prefeitura cedendo o espaço para realização e ajudando em alguns aspectos da infraestrutura, além dois patrocinadores de pequeno porte, mas reconhece que o evento sempre tem saído “na raça e na vontade”. “Eu chamo o pessoal que se envolve com esse evento de ‘blueseiros do bem’, gente que trabalha de forma voluntária para que consigamos fazer da diversão e do lazer um importante instrumento de solidariedade. E tem dado certo em todos anos que realizamos ‘Blues pela Vida’.”

A entidade que será beneficiada com a renda do evento será a Apnesor (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais de Osasco e Região), uma entidade sem fins lucrativos que ajuda portadores de deficiências diversas. Como boa parte de entidades assistenciais, luta constantemente contra a falta de recursos, e continua existindo a base de doações de alguns parceiros fixos.

Para os próximos anos, a ideia é ampliar o espectro musical, ainda mantendo o nome “Blues pela Vida”, mas com atrações de outros gêneros. “Atraindo mais público poderemos ajudar mais gente e mais entidades. Quem sabe assim não conseguimos mais apoio para fazer duas ou até três edições anuais, beneficiando mais gente.”

Márcio Abdo (violão, à esq.), Leandro Street Blues  (bateria) e Little Will (gaita) em uma das várias jams sessions que ocorreram no saguão da escola (CAIO TORRENTE/FACEBOOK)

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