Blind Guardian volta com a qualidade de sempre

Estadão

30 de novembro de 2010 | 08h14

Marcelo Moreira

Mais do mesmo, mas com competência e muita qualidade. A banda alemã de heavy metal Blind Guardian está na mesma categoria de bandas (mas não no mesmo patamar) de AC/DC, Motorhead e Ramosnes, que sempre fazem/fizeram a mesma coisa sempre, a vida toda, e sempre é/foi maravilhoso.

“At the Edge of Time” é o mais recente álbum da banda, agora com edição brasileira pelo selo Laser Company. Tudo o que se espera da banda está lá: produção grandiosa, grandiloquência sinfônica, músicas com temas fantasiosos e fantásticos, tudo isso com muito mais peso do que no álbum anterior, “A Twist and the Myth”.

O quarteto já reservou datas no ano que vem para tocar no Brasil, embora ainda não tenha confirmado. Serão pelo menos duas datas, mas as cidades e as datas não foram mencionadas pelo vocalista Hansi Kursch à revista brasileira Roadie Crew no mês passado.

Além de mais pesado o Blind Guardian volta mais progressivo, em uma linha já trilhada pelo Iron Maiden desde 2004 – guardadas as devidas proporções. “Sacred Worlds”, por exemplo, tem mais de nove minutos e algumas mudanças de andamento, como uma suíte sinfônica.

“War of the Thrones” é uma balada maravilhosa, na linha de “Bard’s Song” e que já é um dos destaques nos shows da banda – é baseada no livro “A Game of Thrones”, que é o primeiro livro de uma série de 7 que compõe a saga de fantasia “A Song of Ice and Fire”, do escritor norte-americano George R. R. Martin.

“A Voice in the Dark”, o primeiro single e clipe do álbum, uma composição acelerada e pesada, com arranjo bombástico, mas de muito bom gosto e também tem lugar cativo nas apresentações atuais.

A formação atual da banda: Kursch é o terceiro da esquerda para a direita

O melhor, no entanto, ficou reservdo para uma canção que tem ecos de dezoito anos atrás, remetendo diretamente à música “The Quest for Tanelorn”, um clássico da banda e que toma emprestada na letra a mística cidade criada pelo escritor inglês Michael Moorcock que some e reaparece em meio ao tempo e ao espaço. A música atual, “Tanelorn (Into the Void)”, tem riffs fantástico e um refrão poderoso.

 Ainda na recente entrevista à revista Roadie Crew, Kursch afirma que a banda ainda está se adaptando ao novo repertório, pois as músicas, como sempre, são longas e bastante complicadas, quase irreprodutíveis ao vivo. “São arranjos complexos, que necessitam de muito ensaio e decisões de como executá-las, se com samplers ou gravações. É um trabalho desafiador.”

A versão brasileira custa R$ 28 em média nas melhores lojas da Galeria do Rock, em São Paulo, e traz ainda um CD bônus com versões diferentes para as principais músicas de “At the Edge of Time”, além de faixas interativas e vídeos.

+ CD 1 +
1. Sacred Worlds
2. Tanelorn (Into The Void)
3. Road Of No Release
4. Ride Into Obsession
5. Curse My Name
6. Valkyries
7. Control The Divine
8. War Of The Thrones
9. A Voice In The Dark
10. Wheel Of Time

+ CD 2 +
1. Sacred Worlds (Extended “Sacred” Version)
2. Wheel Of Time (Orchestral Version)
3. You’re The Voice (Radio Edit)
4. Tanelorn (Into The Void) (Demo)
5. Curse My Name (Demo)
6. A Voice In The Dark (Demo)
Enhanced part:
7. Sacred Worlds (Video clip)
8. Studio documentary

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: