Beatles: os 45 anos do clássico 'Álbum Branco'

Estadão

04 de junho de 2013 | 16h49

do site Ultimate Classic Rock – tradução de Ivan Jones publicada originalmente no site Whiplash

Em maio de 1968 – quase um ano após o lançamento do triunfante “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” e alguns meses depois do equivocado filme “Magical Mystery Tour” – os Beatles começaram a trabalhar em seu próximo álbum. Eles haviam escrito algumas canções (incluindo ‘Dear Prudence, ‘Mother Nature’s Son’ e ‘Sexy Sadie’) durante a viagem para a Índia que fizeram no início do ano. Em maio, eles começaram a fazer versões demo no bangalô de George Harrison em Esher, na Inglaterra.

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Espantados com a quantidade de material que já haviam produzido (23 músicas foram concluídas no bangalô de Harrison), os Beatles decidiram que um único LP não seria suficiente para conter o volume de músicas que haviam escrito. Desta forma, a banda se preparou para fazer o seu primeiro álbum duplo.

A gravação de ‘The Beatles’ (que viria a ser conhecido como “O Álbum Branco”) começou às 14:30 horas em 30 de maio de 1968, no EMI Studios em Abbey Road, Londres. Todos os membros estavam presentes no primeiro dia, assim como a nova namorada de John Lennon, Yoko Ono, que se tornaria uma figura presente nas sessões dos Beatles pelo resto da vida da banda.

Nos meses seguintes a banda ficou mais fragmentada, com os membros trabalhando em estúdios separados em suas próprias canções, culminando com Ringo Starr deixando a banda – embora ele tenha voltado após duas semanas, depois de seus companheiros de banda implorarem muito. Mas, na primeira sessão de gravação, todos os quatro Beatles trabalharam juntos na canção de Lennon “Revolution 1 ‘(chamada simplesmente de ‘Revolution’ na época). Lennon tinha começado a escrever a canção (uma resposta aos protestos anti-guerra que se alastraram na América e ao recente assassinato de Martin Luther King Jr.) na Índia e continuou trabalhando nela após seu regresso.

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O quarteto gravou 16 versões desta música, embora a último tenha sido marcadamente diferente, se estendendo por mais de 10 minutos e terminando com seis minutos de feedback, gritos e gemidos, sendo alguns de Yoko Ono. A colagem de sons ‘Revolution 9’ veio da improvisação final.

A fim de obter a aprovação de George Harrison e Paul McCartney para lançar ‘Revolution’ como single, Lennon escolheu uma versão mais rápida de ‘Revolution’, que foi lançada como lado B de “Hey Jude” quatro meses antes do ‘Álbum Branco’ sair. Apesar de ter sido gravada durante as sessões do ‘Álbum Branco”, “Hey Jude” não faz parte do álbum e foi lançada somente como single. O mesmo se tornou o single de maior sucesso dos Beatles, vendendo cerca de 5 milhões de cópias somente até o final de 1968.

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A seleção de 30 músicas foi lançada como um LP duplo em 22 de novembro de 1968 no Reino Unido e três dias mais tarde nos EUA, tornando-se mais um clássico de enorme sucesso na história da banda.

Segue as 30 faixas do álbum (todas as músicas foram compostas por Lennon–McCartney, exceto as que estão informadas):

Lado Um
1. “Back in the U.S.S.R.”
2. “Dear Prudence”
3. “Glass Onion”
4. “Ob-La-Di, Ob-La-Da”
5. “Wild Honey Pie”
6. “The Continuing Story of Bungalow Bill”
7. “While My Guitar Gently Weeps” (Harrison)
8. “Happiness Is a Warm Gun”
Lado Dois
1. “Martha My Dear”
2. “I’m So Tired”
3. “Blackbird”
4. “Piggies” (Harrison)
5. “Rocky Raccoon”
6. “Don’t Pass Me By” (Richard Starkey)
7. “Why Don’t We Do It in the Road?”
8. “I Will”
9. “Julia”
Lado Três
1. “Birthday”
2. “Yer Blues”
3. “Mother Nature’s Son”
4. “Everybody’s Got Something to Hide Except Me and My Monkey”
5. “Sexy Sadie”
6. “Helter Skelter”
7. “Long, Long, Long” (Harrison)
Lado Quatro
1. “Revolution 1”
2. “Honey Pie”
3. “Savoy Truffle” (Harrison)
4. “Cry Baby Cry”
5. “Revolution 9”
6. “Good Night”

 

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