Bandas novas podem se apresentar gratuitamente em sites que transmitem shows ao vivo pela internet

Estadão

11 Setembro 2013 | 12h06

João Paulo Carvalho – Alt – Estadão.com

Ferramentas inovadoras surgem a todo instante na web e, sem enfraquecer as já existentes, ampliam ainda mais a chance do artista independente mostrar seu trabalho.  Conquistar novos fãs e se destacar no meio de tanta gente, no entanto, é desafiador para quem cobiça um espaço no mundo da música. Foi pensando nisso que alguns sites resolveram apostar no conceito de palco virtual para novos talentos. A lógica é simples: o músico faz um cadastro, agenda o horário do show e mostra seu som para todos que estão conectados naquele momento. Para se apresentar, basta que o artista tenha uma webcam com microfone e uma boa conexão de internet. As apresentações podem ser feitas de qualquer lugar.

O ClapMe, no ar desde março deste ano, é um bom exemplo. A plataforma de transmissão de shows ao vivo conta com mais de 500 artistas cadastrados e realiza, em média, quatro transmissões por semana. Ao todo, estima-se que 150 apresentações já tenham sido feitas pelo canal. Os interessados devem fazer um perfil artístico no site e depois agendar o show em algum horário disponível na programação. Um e-mail técnico com detalhes sobre a transmissão também é enviado pela equipe.

Segundo dois dos idealizadores do projeto, Celso Forster e Filipe Calil, o site tem como objetivo apresentar novas bandas e estabelecer um novo relacionamento entre artista e fã. “Promover o independente, mais do que nunca, é ser o agregador de experiências entre banda e público. Hoje em dia, o fã não é mais visto como fã. Ele quer algo mais íntimo. Ele almeja uma condição de ser amigo do artista”, afirmam.

O projeto possui três modalidades de transmissão. Na Open, (gratuito) a banda faz um show ao vivo aberto a todos os usuários do site. Já na Session, o artista agenda uma apresentação ao vivo, fechada e escolhe um valor de entrada para a transmissão, que pode ser dinheiro ou até mesmo compartilhamentos no Facebook. No Event, o artista transmite um show ao vivo que acontecerá independentemente do ClapMe. O site, neste caso, fica responsável apenas pela transmissão do evento.

Além do percentual obtido com a exposição de marcas interessadas no projeto, a receita do ClapMe é gerada pelos serviços extras oferecidos. Isso inclui suporte técnico presencial para realizar as transmissões ao vivo e e-commerce (vendas de CDs, DVDs, camisetas e ingressos para shows físicos). Futuramente, com a entrada de mais anunciantes, o site também deve desenvolver um pacote premium (pago) para os artistas e usuários.

Já o Netshow.me, que será lançado até o fim de setembro, aposta em uma ferramenta americana de live streaming para a transmissão dos shows. Desta forma, várias apresentações podem ser feitas simultaneamente. Além disso, todos os shows online têm ingressos à venda. Após agendar a apresentação, os artistas decidem quanto eles querem cobrar, sendo possível definir um preço fixo ou variável.

“O próprio artista define o preço de seus shows. Ele pode criar um show com preço fixo ou pague o quanto puder. Os fãs precisam comprar as moedas que também chamamos de N$M (1 N$M = R$0,50). Portanto, o show pode custar desde 1 N$M até quanto o artista quiser. Do total faturado de ingressos somados às gorjetas que ele receber, a gente deduz os impostos e repassa ao artista entre 52% e 72% do faturamento líquido de impostos”, afirma Daniel Arcoverde, um dos fundadores do projeto.

Segundo Arcoverde, o site também já fechou algumas parcerias com estúdios para garantir uma qualidade maior das apresentações. “Os estúdios normalmente são para ensaio e gravação. Eles vão oferecer um terceiro produto: transmissão. Então, os músicos que chegarem nos estúdios parceiros irão encontrar toda a estrutura para uma boa produção”, garante.

ClapMe: http://clapme.com.br/Facebook: https://www.facebook.com/clapme

Netshow.me: www.netshow.me – Facebook: https://www.facebook.com/netshow.me