Band of Horses volta ao Brasil

Estadão

26 de maio de 2012 | 17h00

JOTABÊ MEDEIROS 
 
O grupo Band of Horses - Divulgação
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O grupo Band of Horses

O grupo Band of Horses debutou no Brasil durante o festival Lollapalooza, no dia 8 de abril. Logo que apresentaram seu cartão de visitas, a canção For Annabelle, o público já demonstrava que eles teriam uma longa e amigável relação com o Brasil. Tanto que, pouco mais de um mês depois daquele show, já estão de volta – tocam esta noite no Beco 203, na Rua Augusta.

Garageiro, o grupo (que vem parte da Carolina do Sul, parte de Minnesota) faz um coquetel de folk, blues, rock e country com um ingrediente extra, uma explosão de guitarras, que tem poucos equivalentes atuais. Tem uma pinta meio hillbilly, mas com tatuagens tarantinianas. Ben Bridwell, que forma o exército Band of Horses com Creighton Barrett (bateria), Tyler Ramsey (guitarra) e Bill Reynolds (baixo), falou ao Estado sobre o retorno.

Como aconteceu o convite para voltar a São Paulo?

Rapaz, foi uma surpresa. Quando tocamos no Lollapalooza, tivemos uma conversa sobre voltar a São Paulo, foi tão bacana que queríamos voltar logo, talvez em um ano ou dois. Não tinha ideia de que seria tão rápido. Nosso agente foi rápido, fez um acerto e estamos a caminho. De certa forma, é bom porque voltamos com a memória daquele show ainda fresco entre as pessoas que viram, ao vivo ou pela TV.

Bom, vocês se saíram muito bem tocando para 20 mil pessoas. Como será agora, voltar para tocar num lugar pequeno?

Sempre nos sentimos muito bem tocando em lugares pequenos. Podemos tocar coisas mais lentas, experimentar coisas do álbum que não funcionariam tão bem numa arena, num estádio. Hoje em dia não temos mais essas escolhas de onde vamos tocar, porque os pedidos nos levam para muitos lugares distantes, muitos festivais.

Eu vi vocês em uma press conference para veículos especializados durante o festival e pareciam bem à vontade. Tiveram chance de conhecer algo da vida cultural paulistana?

Rapaz, é um lugar muito bonito. É um sonho poder viajar a lugares dos quais só ouvimos falar. Foi além da conta, muita gente interessante. Há um ambiente urbano muito fértil, muita coisa acontecendo. Desta vez quero ter mais tempo para explorar o centro de São Paulo.

Durante seu show, vocês agradeceram ao Foo Fighters. Não entendi muito bem. Por quê?

Nós todos voamos com eles. O Foo Fighters tem um jato, um Boeing 747, e convidou todos nós, incluindo as equipes, incluindo o grupo de Joan Jett, para voar com eles no mesmo avião pela América do Sul durante nossa turnê. Eles demonstraram real gentileza e hospitalidade, não foi só uma carona. São gente pé no chão, sem afetação, e nós ficamos realmente agradecidos pelo conforto que nos ofereceram, de forma espontânea, sem querer nada em troca. São muito cavalheiros.

Ouvi que estão em processo de gravar um novo disco…

Acabamos de finalizar, foi na semana passada. Está todo pronto. Não temos um nome ainda, é a parte mais difícil de um álbum novo para mim. É como batizar uma criança, não é fácil. Poderá ser o nome de uma das canções, ainda não sabemos. Escolher um título perfeito é uma experiência mais complicada até do que finalizar um álbum. Na verdade, já tocamos algumas canções em São Paulo durante o novo show. Podemos então inaugurar uma nova tradição em São Paulo: toda vez que formos à sua cidade, vamos tocar canções inéditas, que tal?

Muito bom. Estive no show do Bob Dylan há alguns dias, no Rio de Janeiro, e notei que vocês têm muitíssimo a ver com a abordagem da banda dele.

Sou um grande fã de Bob Dylan. Amo como ele toca e se apresenta ao vivo. E também a forma como ele nunca apresenta uma música do mesmo jeito, é sempre como se fosse algo novo. Nós incorporamos muito daquilo em nosso jeito de fazer shows.

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