Baixista do Kiss faz 61 anos

Estadão

25 de agosto de 2010 | 17h45

Roberto Capisano Filho

Hoje, 25 de agosto, é aniversário de uma das maiores figuras do rock de todos os tempos: Gene Simmons, o baixista e vocalista do Kiss. Para quem ousa não o conhecer, ele é o sujeito que usa a pintura que caracteriza o demônio e vive mostrando a língua.

Nascido em Israel em 1949, Gene Simmons mudou-se ainda criança para Nova York onde fundou, ao lado de Paul Stanley, a banda de rock mais bem sucedida dos anos 70 e que, ainda hoje, é uma referência no cenário musical.

Ao longo de sua carreira, Simmons mostrou-se muito mais do que apenas um músico de sucesso.  Ele conseguiu criar com Stanley uma marca que extrapolou fronteiras. Os dois tinham um objetivo: levar ao público muito mais que apenas um bom show de rock, mas o melhor show de rock que alguém pudesse ver. E conseguiram. A maquiagem, as roupas, os efeitos especiais, o cenário e, claro, a música do Kiss levaram os concertos de rock a um outro patamar.

Sem o Kiss, talvez muito do que se vê hoje em dia nos palcos tivesse demorado anos e anos para ser feito. Tudo isso saiu das cabeças de Simmons e Stanley.

Os críticos poderão dizer que como baixista e vocalista, Simmons não fez nada demais. Porém, é preciso saber que ele nunca se interessou por virtuosismo. O negócio dele (e isso deve ser levado ao pé da letra) sempre foi oferecer ao público um espetáculo que jamais fosse esquecido. Nisso, Simmons e Stanley são geniais. Quem já foi a um show do Kiss sabe do que estou falando. Ao lado de Ace Frehely (guitarra) e Peter Criss (bateria), eles dominaram o cenário do rock na década de 70. Se nos anos 80 a banda não foi tão bem (e não ir tão bem para o Kiss significa vender apenas um pouco menos, pois seus milhões fãs espalhados pelo mundo nunca abandonaram a banda), nos anos 90 o grupo retornou ao topo com o CD Unplugged e uma turnê com a formação original. Nos anos 2000, o Kiss continua lançando ótimos trabalhos e excursionando pelo mundo.

Gene Simmons sempre pensou no Kiss como uma banda sem limites. Nunca poupou esforços para divulgar o grupo e nem se importou se falavam mal deles. Seu lema pode ser “falem mal, mas falem do Kiss”. O importante é aparecer e conquistar mais e mais fãs. Alguém tem coragem de dizer que ele não atringiu seu objetivo? Desde o início da carreira, ele conseguiu dar aquele pulo do gato que fazia o Kiss se destacar entre outros grupos. Quando ainda abria shows de outras bandas, foi dele a ideia de escrever nos cartazes o nome do Kiss em letras maiores do que o nome da atração principal, desse modo, o Kiss era quem tinha maior visibilidade no material de divulgação. Simples e eficiente, só para citar um exemplo.

Simmons não pensa duas vezes em licenciar produtos com a marca Kiss. Vão desde revista em quadrinhos, máquinas de fliperama, bonecos, relógios a até caixões. Ou seja, com um marqueteiro como esse, a banda nunca passa em branco.

E se alguém duvida da capacidade musical do baixista linguarudo, basta ouvir alguns hits do grupo para comprovar o talento dele. Rock and Roll All Nite é um hino. Sintetiza todo o espírito do rock em uma das melhores músicas de todos os tempos. Shout It Out Loud, Calling Dr. Love, I Love It Loud e Domino são apenas mais alguns exemplos do que Simmons fez durante sua brilhante carreira.

Polêmico ele e o Kiss sempre foram. Mas é inegável que Gene Simmons tem seu lugar de destaque na história do rock.

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