Autobiografia de Pete Townshend pode ser lançada no Brasil em março

Estadão

31 de janeiro de 2013 | 07h00

Marcelo Moreira

Pete Townshend sempre teve aspirações dentro da literatura, embora seja um dos mais importantes roqueiros da história. Autor de quase 90% das músicas da banda que ajudou a fundar, The Who, sempre esteve ao lado de Bob Dylan no topo dos melhores letristas, emboora nunca tenha tentado fazer poesia, como o próprio Dylan.

A autobiografia do guitarrista inglês, “Who I Am”, lançada no ano passado, está prestes a ser lançada no Brasil via Globo Livros, que deve confirmar o lançamento ainda neste trimestre, com possibilidades de chegada às livrarias ainda em março.

O livro foi a obra relacionada à música mais epserada do ano passado, rivalizando com “Vida”, a ótima autobiografia de Keith Richards, dos Rolling Stones, e “Eu Sou Ozzy”, de Ozzy Osbourne, cantor do Black Sabbath.

Segundo Townshend, seu livro é um “rito de passagem essencial” para que ele pudesse fazer um balanço crítico em sua carreira musical e vida pessoal.

“Tenho sorte por estar vivo e ter uma história louca para contar, cheia de aventuras insanas e maquinações criativas”, disse à agência de notícias Reuters no ano passado. “Estou satisfeito escrever meu livro, usando a minha ‘voz’ pela primeira vez.”

Atualmente ele está em turnê com o companheiro Roger Daltrey com o Who pelos Estados Unidos e pela Europa. Os dois comemoraram em 2012 50 anos de carreira com a banda, que ainda teve Keith Moon (bateria, morto em 1978) e John Entwistle (baixo, morto em 2002), além de Kenney Jones, que substituiu Moon entre 1979 e 1985 e que hoje participa de algumas reuniões da banda The Faces, extinta em 1975.

O primeiro livro de Townshend, “Horse’s Neck”, foi lançado em 1985, logo depois do primeiro fim do Who – p grupo terminou em dezembro de 1982, mas o anúncio oficial só veio em 1984, para que o grupo voltasse á ativa em 1989.

No Brasil o álbum foi lançado um ano depois pela editora Brasiliense com o nome absurdo de “Treze”, fazendo referência aos 13 contos da obra, que mostrou que o guitarrista não apenas sabia fazer excelentes músicas, mas também tinha amplas condições de não fazer feito na literatura.

“Treze” não é excepcional, com um tom amargo em relação a alguns temas claramente autobiográficos, mas serve como um retrato interessante de um artista inquieto e inteligente, além de polêmico.

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