As cinco atrações que podem salvar o envelhecido Rock in Rio 2011

Estadão

24 de setembro de 2011 | 06h47

Jotabê Medeiros e Roberto Nascimento – O Estado de S.Paulo

Assustado com a possibilidade de dormir no meio do show de Elton John no Rock in Rio? Ou de ser atropelado pelo trio elétrico humano de Claudinha Leitte? Pois seus problemas acabaram! O Caderno 2 faz aqui uma seleção de 5 nomes indie e eletrônicos que podem salvar o seu Rock in Rio. Porque festival é isso: é preciso garimpar, o biscoito fino muitas vezes tem de ser conquistado. Vamos aos grupos:

Asteroids Galaxy Tour
Depois da passagem por aqui, em janeiro, do Efterklang (o Arcade Fire da Dinamarca), os vikings mandam para os trópicos um som mais fútil e menos cabeça para o Brasil – mas nem por isso menos interessante. Trata-se do sexteto de neosoul (quase um trip hop, na verdade) Asteroids Galaxy Tour, engajado no Rock in Rio por conta do sucesso de um anúncio para uma marca de cervejas. O anúncio celebrizou a canção The Golden Age, espalhando meteoritos desse Asteroids para o resto do mundo. Dividirão o palco com os portugueses do The Gift. Formada em 2008 em Copenhague, a banda é encabeçada pela loiraça belzebu Mette Lindberg. Em 2009, eles lançaram Fruit e estão em estúdio gravando o segundo disco.

Hercules and Love Affair
O grupo nova-iorquino de electro pop Hercules and Love Affair promete compassos sutis e dançantes em meio à voltagem roqueira do festival. A banda é cria da DFA, gravadora do genial James Murphy e núcleo de uma vertente de produtores como Tim Goldsworthy, a dupla Hot Chip e o próprio LCD Soundsystem de Murphy, que vasculham e reconfiguram o passado da dance music, viajando do disco, ao house, ao techno, para produzir hits descolados. Ao vivo, conta com metais e cantores que dão vida aos beats do produtor Andy Butler (prodígio mais badalado de NY ao surgir em 2008 com o excelente primeiro disco, que leva o nome da banda). O Hercules and Love Affair toca no domingo (2/10), mas no sábado faz show em SP, na casa noturna Hot Hot.

Killer on the Dancefloor
O trio paulistano (formado pelos DJs e produtores Phillip A, Ali Disco B e Fatu) emergiu na cena nacional no Skol Beats de 2008. House, eletrônica indie e até funk carioca abastecem sua mistura. Em 2009, lançaram o single Gringo Oba Oba pelo selo americano DJs Are Not Rockstars, dos produtores Larry Tee e Alexander Technique. São mimos das festas da pauliceia, do Bar Secreto, Gloria, Pink Elephant e D-Edge. Já dividiram palco com astros como Justice, Digitalism e David Guetta.

Buraka Som Sistema
No palco das parcerias, o excelente baile funk angolano do Buraka Som Sistema encontra o techno encardido do Mix Hell, pseudônimo de Igor Cavalera e sua mulher, Laima Leyton. A reação do encontro é imprevisível, pois o Buraka tem como força motriz o kuduro, ritmo cru dos guetos africanos. Já o Mix Hell tem ares de Daft Punk como o peso do Sepultura.

Dmitri from Paris
O DJ e produtor encerra a programação eletrônica do festival com o pulsar sólido do house francês que, mesmo com o som provavelmente abaixo do padrão, deve garantir o balanço em Jacarepaguá.

The Growlers
Escalada por um fã, Marcelo Camelo, para tocar consigo, o grupo californiano faz uma música que tritura influências díspares, de ritmos africanos a música cigana húngara e zydeco do Sul dos EUA. Já abriram shows de Devendra, Vampire Weekend (com quem têm muito a ver), Julian Casablancas, entre outros. Têm aquele sabor da música mambembe de Captain Beefheart e Love.

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