Aliado de Sarney afirma que 'metaleiros são drogados e maconhados'

Estadão

28 de setembro de 2011 | 20h00

Marcelo Moreira

Até que demorou para haver uma reação. Políticos aliados do senador José Sarney (PMDB-AP) reagiram às críticas do vocalista Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, durante a apresentação no Rock in Rio 2011, chamando os roqueiros e metaleiros de “maconhados” (sic).

O cantor, durante a execução da música “Que País é Este?”, da Legião Urbana – também já tocada pelos Paralamas do Sucesso –, dedicou-a ironicamente ao Congresso Nacional e a Sarney especificamente, além de mencionar a censura que a Justiça impôs ao jornal O Estado de S. Paulo, que denunciou familiares do senador por envolvimento em irregularidades administrativas.

Em declaração à Folha.com, o deputado estadual Magno Bacelar (PV-MA), vice-líder do governo da Roseana Sarney (PMDB) na Assembleia Legislativa do Maranhão, afirmou, em discurso, que “muitos dos metaleiros” que foram ao Rock in Rio e xingaram o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), durante o show da banda Capital Inicial, são “drogados e maconhados (sic)”. Segundo ele, o público representa uma “pequena minoria da população”.

Não contente, o mesmo cidadão ainda continuou: “Sarney não é uma pessoa qualquer, não é um Zé Reinaldo da vida [ex-governador do Maranhão] , é o homem que exerce o mandato, que está dentro do parlamento.” Bacelar é o mesmo que defendeu o senador quando, de forma indecente, Sarney usou um helicóptero do governo maranhense para visitar suas propriedades.

Não é necessário maiores comentários e acréscimos a essa informação. Sarney e Bacelar representam o que há de mais nefasto e atrasado na política brasileira. A reação do público vaiando e xingando o senador demonstra claramente o que parcela expressiva da sociedade pensa dele.

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