A volta do bom e velho Red Hot Chili Peppers

Estadão

22 de setembro de 2011 | 22h12

João Paulo Carvalho – estadão.com.br

O Red Hot Chili Peppers mudou. Não foi só o bigode de Anthony Kiedis que cresceu, claro, mas os californianos passam longe daquele som pesado que colocou a banda no patamar mais alto da música no início da década de 90. Apesar da metamorfose sonora, Kiedis, Flea, Chad e o recém-chegado Josh, mostraram na noite de quarta-feira, 21, na Arena Anhembi, zona norte de São Paulo, que, com boas baladas e uma pitada de clássicos, podem, sim, resgatar as origens do bom e velho Red Hot Chili Peppers.

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Nem o mau tempo que pairava sobre a cidade de São Paulo foi capaz de desanimar as 30 mil pessoas que compareceram à Arena Anhembi. Com 20 minutos de atraso e uma apresentação sonolenta da banda inglesa Foals, os fãs do Red Hot estavam impacientes para rever o quarteto. A última passagem do grupo pela capital paulista foi em 2002, com a turnê By the Way.

“Oi, tudo bom?”, perguntou Kiedis assim que as luzes se apagaram e a música Monarchy of Roses, faixa que abre o novo álbum I’m With You (2011), começou. Essa foi uma das poucas vezes no show que o vocalista do Red Hot interagiu com o público. Se Kiedis, no entanto, peca na interação, toda a energia do frontman é direcionada à sua voz potente e, de quebra, às suas inúmeras piruetas desconcertantes.

Vocal Anthony Kiedis durante show em SP

Vocal Anthony Kiedis durante show em SP – Thigo Teixeira/AE

Se a desconhecida Monarchy of Roses não impactou tanto o público, a enérgica Can’t Stop, do disco By the Way (2002), tratou de acordar a plateia e mostrar as verdadeiras intenções do quarteto americano na noite. “Hello, Brasil, nós temos muita sorte de estarmos aqui hoje, recebendo a energia de vocês”, disse Flea. “É um grande prazer estar de volta”, concluiu.

Sem muito tempo para digerir as falas do baixista, a banda emendou logo outro clássico: Scar Tissue, para a surpresa do público, já que a canção não estava no setlist do show realizado na Argentina, no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, no último domingo.

Prova de fogo para os solos de Josh Klinghoffer, que substitiu o ex-guitarrista John Frusciante. Josh era músico de apoio do Red Hot Chili Peppers e assumiu a guitarra com a saída definitiva de Frusciante. Os fãs, ainda desconfiados com Josh, porém vibraram com cada acorde distorcido da canção. “Obrigado e obrigado, é tudo que sei dizer”, brincou Kiedis.

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