A trauma da guerra, na visão do Queensryche

Estadão

14 de novembro de 2010 | 21h28

Marcelo Moreira

Em uma rápida pesquisa que fiz para um texto que logo mais será publicado por aqui, no Combate Rock, encontrei um videoclipe da banda Queensryche, expoente máximo do prog metal norte-americano, da música “Home Again”. A canção é bela, uma balada tocante que é um ponto central da ópera-rock “American Soldier”, álbum da banda de 2009 que tem como tem a guerra do Iraque de 2003 e o cotidiano dos soldados.

O clipe é bem singelo e nada tem de extraordinário, mesclando uma colagem de fotos de soldados com seus filhos na partida ou na volta do Iraque com trechos de uma execução ao vivo da mesma música. O diretor do filme, entretanto, foi muito feliz ao escolher os enquadramentos e as tomadas especialmente quando entra em cena Emily Tate, filha do vocalista Geoff Tate. Fazia tempo que não via um clipe tão belo e emotivo, tão belo por conta de sua simplicidade.

Não há como fazer uma remissão direta a “Brothers in Arms”, obra-prima do Dire Straits, que nomeia o álbum de mesmo nome, de 1985, cujo videoclipe é um dos mais premiados da história. A canção, cheia de alegorias, até hoje é considerada na Inglaterra  a melhor tendo como tema a guerra, seja antibelicista ou não.

Também neste campo a balada do Queensryche remete a “Broken Heroes”, clássico do Saxon, contida no álbum “Innocence is No Excuse”, de 1985. Infelizmente o videoclipe não acompanha a qualidade da música, um libelo antibelicista. Vale pela canção.

O mesmo para “After the War”, da excelente cantora de folk e jazz canadense Sarah Slean, tema do filme “Passchendaele” (“A Batalha de Passchendaele”), que narra uma das passagens mais sangrentas da I Guerra Mundial, a batalha de mesmo nome em uma cidadzinha da Bélgica entre 1916 e 1917. A música é boa, já o videoclipe, nem tanto.

Tudo o que sabemos sobre:

Dire StraitsQueensrycheSarah SleanSaxon

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: