A transformação de Raul Seixas em mito

Estadão

02 de agosto de 2012 | 18h04

Jotabê Medeiros

As histórias são várias, as verdades são várias, diz Roberto Menescal. Ao chegar agora ao DVD, Raul – O Início, o Fim e o Meio, o já clássico documentário de Walter Carvalho, parece mostrar que a história do Maluco Beleza não dá mostras de esgotamento.

Um exame nos extras do DVD ilustra bem isso. Sabemos que, como na estratégia duchampiana, Raulzito e seus chapas forjaram seu lendário encontro com John Lennon.

Ali, Paulo Coelho conta a história de como soube da morte de Raul, nos Pirineus, por telefone. Só tinha 5 francos no bolso, e não conseguiu saber o que tinha acontecido. Entrou numa floresta e saiu cantando as músicas que fez com Raulzito.

“Eu sabia que ele tinha virado mito.” Os extras trazem os Panteras, hoje, tocando Por Quê? Para quê?, com participação virtual do seu ex-integrante. Tom Zé conta como era confundido com Raul na Praça da Sé, nos anos 1970.

 Jerry Adriani fala. Rick Ferreira conta como Raul, internado, vistoriava as gravações e de como aquela peregrinação hospitalar acabou gerando o Clínica Tobias Blues. Espécie de junção entre Jackson do Pandeiro e Jim Morrison, Sid Vicious e Zé do Caixão, Elvis Presley e Odair José, Raul reencarna mais um pouquinho nesse filme.

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