A nova safra do experimentalismo sueco: Introitus, Beardfish e Diablo Swing

Estadão

27 Abril 2011 | 08h01

Marcelo Moreira

Pai, mãe e dois filhos resolvem transformar o hobby em um projeto musical, que se transforma em um dos mais respeitados da Europa. De forma bem resumida, essa é a história da banda sueca de música progressiva Introitus, que acaba de lançar seu mais novo trabalho, “Elements”.

Não dá para chamar de rock progressivo, é música progressiva. Não há uma predominância de um gênero musical, tamanha é a salada musical que promovem, mas não dá para negar que o destaque são as guitarras pesadas, que levam frequentemente a banda para o metal progressivo.

Criado por Mats Bender, multiinstrumentista que está focado nos teclados, o Introitus ainda agrega sua mulher, Anne, a excelente vocalista, os filhos Mattias (bateria) e Johanna (percussão e backing vocals) e passeia de forma comptente pelo jazz, pelo blues, por ritmos folclóricos escandinavos e alemães, além de muito rock. Completam a formação Per Danielsson (guitarra), Peter Wetterberg (baixo) e Henrik Björlind (guitarra, sintetizadores e acordeón).

O Diablo Swing Orchestra é um combo que segue na linha do Introitus, mas avança bem mais no experimentalismo. Mistura metal progressivo com música erudita, ópera, música de cabaré, ritmos flamencos e tango, entre outras loucuras.

Os próprios integrantes se definem como avant garde metal, seja lá o que isso seja. O grupo foi criado na Suécia em 2003 e tem como figuras centrais Pontus Mantefors (guitarra, sintetizador e teclados) e a excelente cantora AnnLouice Lögdlund. Lançou por enquanto apenas dois CDs, sendo o último “Sing Along Songs for the Damned & Delirious”.

Já o Beardfish é o mais “normal” desta nova safra do rock sueco de vanguarda. Tendo como base o metal progressivo, faz um som ao mesmo tempo moderno e pesado, com trechos claramente inspirados em ícones do progressivo britânico, como Yes, Genesis e Gentle Giant. Acaba de lançar “Mammoth”, seu novo trabalho, já candidato a um dos melhores trabalhos de 2011.

Apesar de ser um dos destaques dessa nova safra, o quarteto está na estrada desde 2001 e já lançou cinco CDs antes de “Mammoth”, mas só começou a chamar a atenção da imprensa europeia com o penúltimo álbum, “Destined Solitaire”, onde o Beardfish avançou muito em direção ao experimentalismo e ao metal progressivo.

Infelizmente nenhum trabalho das três bandas foi lançado no Brasil, mas é possível encontrá-los na Galeria do Rock, em São Paulo, ou nas lojas virtuais mais importantes do mesmo local.