A nem tão nova safra do blues nacional

Estadão

10 de agosto de 2010 | 09h00

Marcelo Moreira

Amleto Barboni, Ari Borger e Adriano Grineberg. Três nomes da “nova” safra de blues brasileiro, embora os três já sejam veteranos dos palcos brasileiros. Durante muito tempo o blues nacional ficou restrito a gente como os guitarristas André Christóvam, Big Gilson, Marcos Otaviano e Nuno Mindelis e grupos como Blues Etílicos, Big Allanbik e Irmandade do Blues. O gênero perdeu um pouco de fôlego, mas continua produzindo músicos de qualidade altíssima.

Amleto Barboni é paulistano e lançou recentemente “Amleto Barboni’s Things”, álbum calcado na guitarra e transitando entre as nítidas influências de Stevie Ray Vaughan e Johnny Winter de um lado, e da vertente mais tradicional do blues de outro.

Apadrinhado por André Christóvam, mostra personalidade e entrosamento com um verdadeiro “dream team” do blues nacional, já que o álbum traz as participações de Christóvam, Mario Fabre (Titãs), Blues Etílicos, Flávio Guimarães, Ari Borger, Adriano Grineberg e Fabio Zaganin.

Ari Borger é tecladista e arranjador e faz um inovador trabalho de mistura de órgão Hammond, uma de suas especialidades, com ritmos brasileiros. Já tem nome imternacionalmente conhecido e deve ser tornar em breve o maior nome do gênero no Brasil. Seu mais recente trabalho chama-se “Backyard Jam”.

Adriano Grineberg é pianista e tecladista conceituado no mercado nacional. Também parceiro constante de André Christóvam, já tocou com Magic Slim, Ira, Ana Cañas, Blue Jeans e com as principais bandas de blues do Brasil. Seu projeto solo, AG Quartet, lançou recentemente “Key Blues”, onde Grineberg canta e toca uma variedade grande de pianos e teclados, passeado pelo blues tradicional e pelo jazz.

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