A morte e a destruição do NervoChaos

Estadão

27 de abril de 2013 | 07h00

Vitor Francischini – blog Arte Metal

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O NervoChaos chega ao seu quinto álbum de estúdio ainda se utilizando da fórmula que o consagrou. Isto é, um Death Metal feito na medida certa, se desvairando da técnica por excelência e que deixa fluir a pegada em suas composições. Isso sem contar os flertes com o Thrashcore que já foi um namoro sério da banda em seu início de carreira.
Talvez esse seja o auge da banda que nunca se mostrou monótona e sempre produziu muito, tanto em turnês nacionais e internacionais quanto em trabalhos que vão desde demo-tapes, passando até pelo recente trabalho ao vivo “Live Rituals” (2011). “To The Death” é o primeiro trabalho lançado pela Cogumelo Records e o primeiro em estúdio com o guitarrista Guiller nos vocais.
Mesmo que esse seja o disco mais técnico da banda, eles ainda apostam em uma sonoridade mais orgânica e direta que logo irá nos remeter às bandas do inicio da década de 90. As guitarras, por exemplo, possui excelentes riffs e solos bem encaixados, mas que não ultrapassam os limites e a essência do Death Metal.
A bateria de Edu Lane mesmo sendo direta na maior parte, ainda dá espaços para boas quebradas e leva o ritmo das composições na medida certa. Assim como o baixo que transborda peso. Os vocais guturais de Guiller caíram como uma luva e vomitam as temáticas anticristãs e provocativas que o NervoChaos sempre fez questão de abordar.
Make Of The Beast que abre o trabalho como um trator, Your World´s Trend e sua levada característica, além da faixa título são os destaques do trabalho. Mas não deixe de ouvir Gospel Of Judas e Wolves Curse, pois também são excelentes composições.
A linda capa feita pelo mestre Joe Petagno (Motörhead, Marduk) só dá ainda mais brilho ao álbum que conta também com uma ótima produção sonora. Não tenho dúvidas que “To The Death” é o típico trabalho que somará na prolífica carreira do NervoChaos e jamais decepcionará seus fãs.

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