A maturidade pastoral de Mark Knopfler

Estadão

05 de novembro de 2012 | 17h00

Roberto Nascimento

Desde o fim do Dire Straits, em 1995, Mark Knopfler repousa na tranquilidade de baladas e melodias inspiradas em música tradicional britânica.

É fácil imaginá-lo, ao ouvir seu novo disco Privateering, compondo canções sobre um amor distante, dedilhando seu violão de aço no aconchego de um estúdio construído em algum canto nublado do interior escocês, onde Knopfler goza a paz de sua maturidade depois de tosar ovelhas (embora isto não passe de minha fantasia, pois Privateering foi gravado em Londres, onde o guitarrista mora e tem um estúdio).

Mesmo assim, já é palpável para o leitor a pegada deste disco duplo, que pouco difere dos últimos seis de Knopfler. “A mulher perto do mar que ainda cuida de mim. Oh! Como é bela”, entoa a curtida garganta de Knopfler (muito mais encorpada e consistente, nota-se, do que na época de Sultans of Swing), em Radio City Serenade.

Mandolins, rabecas, acordeões e flautas tradicionais dão roupagem bucólica às canções de Knopfler, que evocam mais este sentimento do que dizem algo sobre sua vida. Há rápidas incursões pelo blues, em que Knopfler mostra o que sabe. Mas, logo, o guitarrista volta para o campo escocês.

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