A maior banda do mundo! (pelo menos para mim)

Estadão

23 de agosto de 2010 | 12h52

Daniel Fernandes

Para quem não se lembra, ou para aqueles que preferem negligenciar sua importância, o Nirvana foi a banda mais importante do mundo na década de 90. Eles explodiram com o hit ‘Smells Like Teen Spirit’, que tocava sem parar – sem parar mesmo! – na MTV Brasil, nas rádios de rock da época e sabe mais aonde ela tocava (alguém me contou que chegaram a fazer até música de elevador nos Estados Unidos com a principal faixa do Nevermind).

Eu era um jovem estudante do colegial na época – por volta de 92, 93. E a onda Grunge me pegou de jeito. Foi a partir daí que eu comecei a me interessar por música. Mas não era só isso: bandas como Pearl Jam, Alice In Chains, Mudhoney e Sreaming Trees gritavam o que eu queria gritar. Tinham a atitude que eu queria ter. E faziam o que um moleque de menos de 20 anos queria fazer.

Éramos jovens, tínhamos o tal do futuro pela frente….estávamos na fase ‘dane-se o mundo porque nós estamos certos e vamos mudá-lo’.

Mas aí o Kurt Cobain morreu. E eu fiquei ligado durante horas na MTV para saber (entender) o que tinha acontecido. Foi pesado demais para um moleque que se identificava tanto com a banda entender que ela havia terminado. É engraçado, mas foi a primeira pessoa que eu considerava ‘próxima, como da família’ que morreu. E confesso ter ficado mal durante alguns dias.

Depois passou, provavelmente pela sedução de alguma jovem do colégio.

Mais ainda hoje, quando escuto os discos do Nirvana, é inevitável o sentimento de nostalgia. Fica aquela sensação de olhar para o passado e perguntar se tudo o que fizemos até hoje tem algum sentido. Se valeu a pena de alguma forma.

Não sei responder a essas perguntas. Mas acho que tudo seria diferente se Kurt ainda estivesse entre nós.

Claro que sobrou (sobrou é fogo, né, porque eles fizeram muita coisa boa depois disso) o Pearl Jam. Mas o Nirvana era diferente, tocava na alma escutar músicas como ‘Lithium’, ‘Pennyroyal Tea’, ‘Rape Me’ e ‘Where Did You Sleep Last Night’. Mexe comigo até hoje.

Descanse em paz, Kurt!

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