A mágica do rei do blues em Londres

Estadão

08 de julho de 2012 | 20h37

Julio Maria

Que Ozzy Osbourne, que nada. Os cientistas devem um dia estudar a genética é de BB King. Dissecar suas partes e ir às células de um organismo que, sabe-se lá como e porque, se recusa a entrar no declínio físico e criativo de seus contemporâneos. Eis aqui de novo o bluesman de aço, 86 anos, no centro do Royal Albert Hall de Londres, encarando uma plateia inglesa que tanto ama por uma prazerosa razão.

BB King, Elmore James, Hubert Sumlin, Willie Dixon e toda a lista de heróis norte-americanos dos três acordes só se tornaram algo depois que os ingleses dos Yardbirds e dos Stones lhes deram ouvidos. “Devemos tudo a eles”, disse BB em um documentário de Martin Scorsese. BB criou o que tinha de criar e, agora, vive de um passado que também não vira foto sépia.

Em CD e DVD, sua apresentação em Londres gravada em junho do ano passado, traz para a festa o casal Dereck Trucks e Susan Tedeschi em uma massacrante Rock me Baby e outra graciosa You Are My Sunshine. E chama para uma jam de impacto monstruoso de 15 minutos um trio que raramente se cruzaria em outra ocasião: Ron Wood, Slash e Mick Hucknal, do Simple Red (ok, os reis também se equivocam).

Hucknal vai às raízes lembrar que tudo começou no blues, embora pouco dele tenha chegado aos anos 80. E Slash engole o mundo. Outro de quem não se tem notícias tocando muito blues com sua Les Paul, usa seus momentos de convidado especial com fúria e gentileza. I Need You, Key To The Wighway, The Thrill is Gone, Guess Who… Quem precisa de novidades quando quem está lá é BB King?

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