A genialidade do California Guitar Trio

Estadão

02 de fevereiro de 2012 | 06h35

 

Fazia tempo que eu pretendia escrever sobre esse maravilhoso grupo de música instrumental. O California Guitar Trio transita entre o rock progressivo, o jazz, o blues e também a música erudita, mostrando uma qualidade inquestionável. Fuçando pela internet descobri o interessante blog Pântano Elétrico, que traçou um bom perfil histórico do grupo. (Marcelo Moreira)

 

Marcello “Maddy Lee” L. – blog O Pântano Elétrico

O belga Bert Lams, o japonês Hideyo Moriya e o americano Paul Richards se conheceram na Inglaterra, no ano de 1987, em um dos cursos de violão & guitarra promovidos pelo genial Robert Fripp, que depois os convidou para participar da The League Of Crafty Guitarists, gravando um disco e, depois, acompanhando Fripp em turnê. Em 1991, os três violonistas se mudaram para Los Angeles, CA, e fundaram o próprio grupo: California Guitar Trio.

 

Tendo Fripp como um tipo de “padrinho”, assinaram contrato com sua gravadora, Discipline, e lançaram seu primeiro álbum, “Yamanishi Blues”, em 1993. A partir de então, continuam lançando discos regularmente: até agora são 8 de estúdio, 3 ao vivo e uma coletânea; sendo que está previsto o lançamento de um novo álbum ainda este ano (que deverá se chamar “Masterworks” e será dedicado a arranjos de composições clássicas).

 

O estilo musical do CG3 é único, autêntico, mesmo quando comparados a grupos de formatos parecidos, e é muito difícil categorizar o gênero de música que fazem, já que as influências são tão diversas quanto a música clássica e a surf music – todos os estilos de boa música fazem parte da sonoridade do trio, seja folk, barroco, rock, jazz, blues, new age, world music, etc, mas é música tipicamente progressiva. Os álbuns trazem um equilíbrio entre composições próprias e versões para músicas de outros artistas e compositores, como Queen (“Bohemian Rhapsody”), King Crimson (“Discipline”), Pink Floyd (“Echoes”) e Yes (“Heart Of The Sunrise”), assim como arranjos para obras de Beethoven e Bach, por exemplo.

 

Desde sua formação o CG3 vem se apresentando ao vivo pelo mundo, atuando principalmente como show de abertura de bandas e artistas consagrados – King Crimson, Jon Anderson, Enchant, David Sylvian e Steve Lukather, entre outros, estão entre os artistas que, inclusive, dividiram o mesmo palco com o trio.

 

A moral dos caras é grande com a família King Crimson, tanto que Trey Gunn, Tony Levin e Pat Mastelotto já tocaram e gravaram com eles, sendo que Levin e Mastelotto costumam marcar presença não somente como convidados, já que dividiram com o trio o fantástico disco “CG3 + 2” (ops, não são Moreno, Kasim e Domenico… hehehe), de 2002, e Levin produziu “Whitewater”, de 2004.

 

 

 

 

 

 

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