A decolagem do Arctic Monkeys

Estadão

16 de março de 2012 | 12h00

Jotabê Medeiros

Alex Turner, vocalista e compositor dos Arctic Monkeys, está por cima da carne seca. Seu novo disco, Suck It and See, foi considerado um dos mais inspirados do rock britânico na temporada. E, após namorar a linda apresentadora Alexa Chung, Turner agora está saindo com a bela modelo americana Arielle Vandenberg. Sua parceria com Miles Kane (ex-The Rascals) fez com que fossem comparados, na Inglaterra, a Lennon e McCartney.

Mas Turner, agora com 26 anos (na primeira vez que sua banda veio ao País, tinha 22), não ficou metido nem aceita que lhe coloquem a carapuça do messianismo. “Nunca me senti como representante de nada”, disse o cantor, falando ao Estado por telefone. Os Arctic Monkeys vêm aí para o primeiro Lollapalooza Festival em terras brasileiras, dias 7 e 8 de abril, no Jockey Club de São Paulo.
Como está sendo abrir turnês para os bombados Black Keys?
Somos fãs desde o começo da carreira deles. Tem sido muito bacana. Estaremos juntos na estrada pelos próximos dois meses na América do Norte, e está sendo uma temporada inesquecível.

Quando vocês estiveram aqui pela primeira vez, eram apenas iniciantes. Mudou muita coisa em sua carreira?

Acho que já tem uns 4 ou 5 anos que estivemos aí pela primeira vez. Sim, muitas coisas mudaram. Tomamos mais gosto por tocar ao vivo, estamos também melhores no palco.

Vocês acabam de ganhar o título de melhor banda ao vivo do NME Awards. Concorda que sua performance é mais importante ao vivo do que em disco?

Não diria que é mais importante, acho que é igual. Para fazer o nosso último disco, gastamos meses na estrada. É um processo de desenvolvimento que se dá na estrada, como banda. Se você tem bons momentos, isso acaba passando para um bom disco. De qualquer modo, não é uma escolha, é no palco que você se realiza como uma banda e descobre o que isso significa.

Muita gente jovem que vai aos seus shows o vê como a voz de uma geração. O que acha disso?

Não sei ao certo… Nunca me senti como representante de nada. Talvez seja, dependendo do que cada um quer ouvir. Mas esse negócio de voz de comando é baboseira. O que eu faço é só incrementar alguns temas que as pessoas acham familiares numa banda de rock, não tem nada a ver com conteúdo político.

Seu disco Suck It and See levantou comparações com um monte de grupos: Captain Beefheart, White Stripes, Beach Boys, Nick Cave, Jesus and Mary Chain e Iggy Pop. Você se sente próximo de algum deles?

Amo todos eles. Todos foram influências. Mas acho que o espírito do show é particular, é um sentimento vivo do grupo, embora todos tenham tido sua influência na hora de compor, de entrar no estúdio. Sempre foram influências.

Também ouvi que você, quando estava no estúdio, caiu de amores pela música country americana. É verdade?

É verdade. Ouvi muitos desses caras quando estava no Deserto do Mojave compondo. Eles deram um novo foco para mim, especialmente as letras. Admirei a poesia deles. Não conhecia, não tinha nenhuma ligação com aquele tipo de música, e não é que eu queira compor algo daquele gênero, nada disso. Mas aprendi a admirar músicos como George Jones.

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