A canção continua a mesma: 40 anos de 'House of the Holy', do Led Zeppelin

Estadão

28 de março de 2013 | 17h00

Lucas Caldeira – site Guide to Rock

Imagem: divulgação

Houses of the Holy/ divulgação

Houses of The Holy não é apenas um quinto álbum ou somente um sucessor do aclamado quarto disco do grupo de hard rock setentista  Led Zeppelin. Um disco icônico, com uma pitada “californiana”, que nas suas oito músicas, fez – e fará – com que gerações e mais gerações apreciem e entendam que qualquer banda variando ou não seu estilo de letra ou de música não perderá a essência e muito menos a reputação conquistada dentro dos trabalhos realizados.

Diferentemente da passagem em branco de The Dark of Side Moon que completou40 anos neste ano de 2013(falha nossa!), não deixaremos este discão de 8 músicas do Led Zeppelin também passar em branco. Durante as próximas semanas, você poderá conferir tudo sobre o álbum: detalhes, curiosidades, opinião dos integrantes da banda sobre o disco(e sobre algumas canções) e muito mais.

Origem da arte de ”Houses of the Holy”:

A arte de Houses of the Holy é sem dúvidas, uma das mais simbólicas que podemos encontrar. Se formos julgar a ilustração sob uma visão comum, sem o senso crítico, vamos pensar: ”que capa legal” ou  ”não vejo nada demais”. Aliás, são esses os dois tipos de pensamento em que na maioria das vezes vem à mente. Mas o que tem por trás dessa capa? Quem foi o responsável? A resposta para essas e outras perguntas você irá encontrar abaixo.

Tudo começou quando o terceiro álbum do grupo Wishbone Ash, denominado Argus, foi divulgado. Não se trata da tamanha qualidade musical do disco ou da importância do lançamento de mais um álbum, mas sim, a arte presente na capa. Arte que tanto impressionou Jimmy Page, que em uma tarde, o guitarrista realizou ligações à agência de design gráfico conhecida como Hipgnosis(mesmo grupo que fez a arte de The Dark of Side MoonTechnical Ecstasy e que também viria a fazer a capa de mais 4 trabalhos do Led Zeppelin), para perguntar se foram eles os responsáveis pela ilustração do terceiro disco do Wishbone Ash, com a resposta positiva, Page de bate-pronto perguntou se eles gostariam de realizar a arte do próximo disco do Zeppelin.

E com mais uma resposta positiva, Jimmy e o empresário Peter Grant foram ao escritório para discutirem a arte do álbum. Surgiram diversas ideias, principalmente pelo lado de Grant, mas que por fim, não havia adiantado de nada, pois o designer Storm Thorgerson tiveram duas ideias que ”encataram” Page. A primeira seria colocar o símbolo ZOSO, símbolo de origem grega que era relacionado ao guitarrista, mas que continha uma conotação não-alfabética nem linguística(mas que era muito relacionada ao ocultismo) em uma paisagem onde se encontram as famosas linhas de Nazca, local também conhecido como pampa colorado peruano. Já a segunda ideia dada por Thorgenson, era baseada na famosa obra Childhood’s End, de Arthur Clarke, onde uma família nua escalava um monumento sagrado.

ZoSo e Jimmy Page

ZoSo – símbolo relacionado à Jimmy Page/Divulgação

A ideia inicial era que a imagem da capa fosse tirada no Peru, mas como a distância era longa, o renomado designer lembrou que na Irlanda havia diversos monumentos místicos e misteriosos. Juntamente com o fotógrafo Aubrey Powell, Storm se mandou para o norte irlandês, onde fica o Giant’s Causeway. Para a representação ser a mais próxima da obra que estavam se baseando, foram contratados cinco modelos para as fotos, três adultos e duas crianças. Todos tiveram seus corpos pintados e foram para as ruínas ao amanhecer, pois tinham como objetivo tirar a foto com o forte aparecimento do sol na região. Com a imagem, Powell juntou as imagens e a enviou ao desenhista Phil Crennel para que ele, em cima de seu desenho, as duplicasse.

Tracklist:

1.- The Song Remains the Same
2.- The Rain Song
3.- Over the Hills and Far Away
4.- The Crunge

(lado B)
5.- Dancing Days
6.- D’yer Mak’er
7.- No Quarter
8.- The Ocean

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