Sinais de origem

Estadão

28 de janeiro de 2011 | 12h11

Dividimos as próximas duas páginas entre os quatro filmes norte-americanos que vão dividir a sua atenção nesta semana

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O tempo de Sofia | Sofia Coppola fez novamente o filme que ela sabe fazer. Um Lugar Qualquer, vencedor do Leão de Ouro em Veneza, fala da relação de dois personagens isolados em um hotel, como Encontros e Desencontros. E tem um protagonista preso a um papel social do qual não consegue escapar, como Maria Antonieta. Neste caso, os personagens são um astro de Hollywood entediado (Stephen Dorff) e sua filha de 11 anos (Elle Fanning). Os dois passam um tempo juntos, se aproximam, se desentendem e vão se transformando. Coppola filma tudo em seu tempo característico – lento, em sintonia com o estado dos personagens. É sua melhor qualidade (mas, ao mesmo tempo, uma qualidade que já conhecíamos). Rafael Barion

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A força de Jennifer | Inverno da Alma é a produção independente indicada ao Oscar de melhor filme deste ano. A história se passa nas montanhas frias do Missouri, onde a jovem Ree precisa criar dois irmãos pequenos – já que a mãe enlouqueceu e o pai, um traficante, sumiu. Ao saber que ele ofereceu a casa como garantia de que compareceria ao seu julgamento, Ree sai à sua procura. Difícil decidir o que é mais interessante: a atuação da jovem Jennifer Lawrence, indicada ao Oscar de atriz, ou a determinação de sua personagem. O filme também concorre nas categorias ator coadjuvante (John Hawkes) e roteiro adaptado. Luiza Pereira

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O sucesso da Suécia | Oskar e Eli se conhecem em 1982, na Suécia. Ele é um garoto introspectivo que sofre abusos dos ‘valentões’ da escola; e ela é uma vampira. Essa é a trama de Deixa Ela Entrar (2008), filme de Tomas Alfredson que fez sucesso pelo mundo. Agora, a história se repete – só que no Novo México, com o garoto Owen e
a vampira Abby. Deixe-me Entrar é a refilmagem americana do filme sueco. Dirigido e escrito por Matt Reeves (de Cloverfield – Monstro), o novo longa é fiel ao original: até mesmo alguns diálogos são iguais. Mas o roteiro que não deixa nada em aberto e os efeitos visuais mais presentes (e, algumas vezes, desnecessários) confirmam que o filme é mesmo norte-americano. LP

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O drama de Anne e Jake | Se você gostou de Amor Sem Escalas, no ano passado, vai adorar a primeira metade de Amor e Outras Drogas. O filme de Edward Zwick fala de um rapaz mulherengo (Jake Gyllenhaal) que arranja emprego como representante de vendas da Pfizer. E passa a se relacionar com uma garota cheia de energia sexual que tem mal de Parkinson (Anne Hathaway). Ambientado na época de lançamento do Viagra, o roteiro faz piadas com o universo da indústria farmacêutica – com um humor cínico e ragmático que lembra o de Jason Reitman em Amor Sem Escalas. Depois, muda: à medida que a relação do casal avança, vai virando um longa mais adequado a quem gosta de dramas românticos convencionais. RB

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