E Laís Bodanzky votou no…

Estadão

26 Fevereiro 2010 | 07h30

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A diretora Laís Bodanzky (Bicho de Sete Cabeças) não tem medo de sair de uma sessão de cinema para reclamar sobre a qualidade da projeção. Segundo ela, tem horas que “só mesmo chamando o gerente”. Prestes a lançar seu mais novo filme, As Melhores Coisas do Mundo, Laís é também a organizadora do projeto Cine TelaBrasil, que leva salas móveis até comunidades carentes. Está, portanto, duplamente qualificada para identificar os melhores projetores de São Paulo.

Qual cinema da cidade fez a melhor projeção de seu filme?
No caso de Chega de Saudade, meu filme mais recente, a melhor exibição que acompanhei foi no Cinemark Metrô Santa Cruz. Mas é aquela história: quando eu assisto na sala do laboratório de projeção, sei que nunca mais vai ser igual, porque lá está tudo regulado exatamente como deve ser.

Qual cinema você gosta de frequentar?
Vou ao Cinemark Villa Lobos porque moro perto, na Vila São Francisco. Mas gosto muito da sala Imax do Bourbon. Acho fantástico esse fenômeno de lotação esgotada, ingressos tendo que ser comprados com uma semana de antecedência. Parece teatro, é muito interessante. Além disso, costumo preferir cinemas que misturam exibições de blockbusters e filmes alternativos.

Que dicas você daria para o público avaliar a qualidade de projeção de um filme?
Primeiro, uma coisa que as pessoas precisam saber: nenhum filme é escuro naturalmente. Ele sempre sai do laboratório equilibrado. Se a imagem está escura, é problema da projeção. Uma lâmpada fraca ou distância errada do projetor pode ocasionar essa falha. Mas, para mim, o pior é quando o som está baixo. Não sei por que criou-se o mito de que filmes brasileiros têm som estourado, então as salas baixam o volume na projeção e informações sutis do filme acabam se perdendo. Inúmeras vezes já tive que sair da sala para pedir para aumentarem o som. Para resolver na hora da exibição, só chamando o gerente. (Renata Reps)