Pequena grande sala

Estadão

26 Fevereiro 2010 | 19h30

RobertoSantos1_400

Nós, do Cinema, gostamos de todo tipo de sala de cinema – das grandes às pequenas. O importante é ter projeção de qualidade e filmes interessantes. Por isso, resolvemos conferir algumas das chamadas ‘salas especializadas’ que estão ganhando fama em São Paulo. São núcleos menores, com programação alternativa e uma plateia pronta para discutir o que acabou de ver.  

É o caso da Biblioteca Roberto Santos (R. Cisplatina, 505, Ipiranga, 11-2273-2390 ou 11-2063-0901), uma das pioneiras no segmento. Há mais de 10 anos, ela reúne colecionadores de 16mm, cujo material serve de apoio a cursos e workshops relacionados à sétima arte. A sala é charmosa, com projetor e sistema de som 5.1, e tem até certos recursos que você não encontra nem em grandes redes de cinema -como, por exemplo, dois lugares para obesos. Cadeirantes, claro, também têm área reservada. E olha como as fileiras são espaçadas entre si! 

RobertoSantos2_400

As sessões são definidas por Marlon Florian, coordenador de programação das bibliotecas temáticas da cidade. Mas, às quartas-feiras, às 19h, a decisão fica a cargo dos moradores da região. “São eles que escolhem a programação”, conta Florian. Os 101 assentos costumam ser ocupados por gente de todas as idades. “Trazemos crianças de creches e escolas próximas daqui. E qualquer professor interessado em usar o espaço pode se informar e trazer sua turma”, diz a coordenadora Filomena Janowsky.  

Há ainda programação às sextas, às 15h; sábados, às 16h e 19h; e domingos, às 16h e 18h. O acervo, que pertenceu ao cineasta Roberto Santos, inclui filmes de diversos países e aborda temas que vão de cinema a literatura e HQs. Clique aqui para saber mais sobre a agenda de eventos do lugar. (Susan Eiko)