O mistério da distribuição – Parte II: o 'namoro' com os exibidores

Estadão

26 Fevereiro 2010 | 20h05

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Seguimos nossa série sobre como funciona o processo de distribuição de filmes no Brasil. Para continuar o papo, é importante apresentar quem são os “protagonistas” desta história.

Há dois tipos de distribuidoras:

Majors | São empresas internacionais que têm filiais aqui no país. É o caso da Warner, Fox, Disney, Columbia Pictures e Paramount. Mas há também as…

Independentes | Não são ligadas a qualquer companhia maior, como a Mais Filmes, Pandora, Europa, Downtown Filmes e MovieMobz, por exemplo.

“As majors fazem contratos com produtores que incluem distribuição em vários países, inclusive o Brasil. As independentes compram seus filmes no exterior e os trazem para cá”, explica Paulo Sérgio, cineasta e diretor do portal Filme B.

O namoro entre distribuidores (que detêm os direitos dos filmes) e exibidores (que possuem as salas onde o público poderá vê-los) tem hora e lugar para acontecer.

Duas grandes feiras de negócio anuais ajudam a definir o calendário de estreias do ano: o Festival de Inverno de Campos do Jordão, em maio, e o Show Búzios, em novembro.

A data em que cada filme entra em cartaz não é imposta pela distribuidora. Depende de um acordo com o circuito, cuja agenda é também regulada pela concorrência entre as diferentes empresas (Cinemark, UCI, Grupo Serveriano Ribeiro, etc). Ninguém quer ficar para trás se o rival decidir lançar antes um filme importante, como Homem de Ferro 2

Esse equilíbrio de forças também define as praças (cidades ou regiões) onde cada filme chega primeiro. Claro que, para as distribuidoras, o interessante é que sua obra vá onde houver mais dinheiro – no caso, os grandes centros urbanos.

Neste domingo (28), na terceira parte da série, saiba quem leva a maior parte do dinheiro que você deixa na bilheteria – a distribuidora, o exibidor ou o produtor do filme. (Renata Reps)