O cinema ideal para a terceira idade

Estadão

01 de março de 2010 | 16h22

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O aposentado Alfredo Abdalla, de 75 anos, vê pelo menos um filme toda semana há mais de 25 anos e já visitou projeções em vários países. Na capital paulista, nem mesmo o despreparo dos cinemas para atender o público da terceira idade o intimida (clique aqui para ver a série de posts ‘Meu Oscar’). E olha que os percalços são muitos: salas cheias de degraus, longas filas de espera, som desregulado.

Antes das sessões do Central Plaza, por exemplo, Alfredo sabe que tem de proteger os ouvidos. É  que lá, os trailers e comerciais passam em um volume exagerado. Aliás, os funcionários também costumam pesar a mão no termostato do ar-condicionado. Mas isso, pelo menos, tem solução: “Eu reclamo mesmo com os atendentes. Normalmente eles atendem”.  

Para enfrentar outros problemas, melhor contar com uma ajuda mais próxima – como a de sua mulher, Janice, 72 anos, que sempre o acompanha. “As salas do Bristol, por exemplo, não têm boa iluminação no chão. Quando ficam escuras demais, um se segura no outro para não cair”, reclama. No geral, porém, ele aprova o multiplex localizado no Center 3 – e recomenda para outros cinéfilos de sua faixa etária. “A qualidade da projeção é muito boa.” 

E ele acrescentaria mais vencedores em sua lista se os cinemas retomassem dois bons hábitos do passado. O primeiro é proibir comida na sala de exibição. “Sempre passo a mão no assento para ver se está limpo, pois um amigo até já sentou em uma cadeira úmida de refrigerante um dia desses”, afirma. O outro é a volta da sessão às 20h: “Agora só há horários às 19h e às 21h. Uma é muito cedo e a outra termina muito tarde”. (Susan Eiko)

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