No tempo das mulheres

Estadão

12 de novembro de 2010 | 18h30

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Em Minhas Mães e Meu Pai, Julianne Moore e Annette Bening formam um casal perfeito. Ou, ao menos, perfeitamente normal, com filhos adolescentes, crises de relacionamento e um sofá para ver televisão. E são, também, um casal especialmente interessante: duas mulheres bonitas tentando educar Joni (Mia Wasikowska, a ‘Alice’ de Tim Burton) e Laser (Josh Hutcherson) da melhor maneira possível.

Está tudo mais ou menos certo com as crianças – The Kids Are All Right, diz o título original. Mas, quando Laser resolve encontrar o pai, as coisas se complicam para todos. É Mark Ruffalo quem vive Paul, o até então desconhecido que, aos 19 anos, doou sêmen e possibilitou que as duas mulheres engravidassem – cada filho nasceu de um ventre. Na presença deste estranho familiar, que entende muito de agricultura orgânica, mas ainda pouco sobre família, os personagens experimentam, erram, se fragilizam e também se fortalecem. Moldado por taças de vinho, conversas na hora de escovar os dentes, canções de Joni Mitchell e corações escancarados, este gostoso filme de Lisa Cholodenko ajuda, de quebra, a expandir algumas ideias.

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