Mocinhos e bandidos

Estadão

04 de junho de 2010 | 17h40

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A trajetória política e pessoal não bastou. Para assegurar a líderes latinos como Hugo Chávez, Fidel Castro e Evo Morales a posição de ‘heróis’ no documentário Ao Sul da Fronteira, Oliver Stone (de JFK – A Pergunta que Não Quer Calar) escolheu a dedo os ‘vilões’ – a imprensa americana e sua cobertura tendenciosa.

Mas o argumento é questionável: a parcialidade histriônica de canais como Fox News não significa que Chávez ou Morales estejam acima de críticas. O filme defende que nosso continente propôs uma revolução ao eleger, pela primeira vez, legítimos representantes do povo (um cocaleiro, um metalúrgico, um militar). Faltou, porém, tirar a discussão da área institucional e, realmente, ouvir o povo. Mas Stone está claramente enamorado demais por seus entrevistados para escutar qualquer outra opinião.  (Marcel Nadale)

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