Inglês descolado

Estadão

12 de março de 2010 | 08h00

(Este é o 11º post da série de resenhas publicadas no Guia do Estadão sobre filmes que concorreram ao Oscar e estão em cartaz)

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Sherlock Holmes | Sherlock Holmes, Reino Unido/Austrália/EUA, 2009

Indicações | Melhor Direção de Arte; Melhor Trilha Sonora

Não se engane com o cenário de Sherlock Holmes: o detetive e seu parceiro, John Watson, continuam a viver no século 19, mas viraram homens do século 21. Além de ter capacidades dedutivas e praticar boxe e esgrima, o herói de Arthur Conan Doyle agora domina lutas marciais – e gosta de usá-las. Já Watson ganhou trajes impecáveis e físico de herói de guerra. Viraram sujeitos fortes, inteligentes, descolados – o homem que Guy Ritchie (de RocknRolla) gosta de idealizar.

Eles estão às voltas com Lorde Blackwood, assassino em série que mata as vítimas em rituais. O criminoso é enforcado, mas volta para continuar seus planos. Tudo tem uma explicação lógica. Deduzi-la, porém, é tarefa de Holmes – e não sua. Nos bons filmes de detetive, o público é chamado a ir resolvendo o mistério com os protagonistas(nem que seja para ser passado para trás no fim). Ritchie capricha nas cenas de ação, mas resolve a trama com passes de mágica – resta a você apenas esperar pela solução. Procure se ater ao outro tema da história: a relação de Holmes com seu parceiro. Watson vai casar e o detetive não está gostando. Suas disputas irônicas são o melhor do filme. (Rafael Barion)