Filmes verdes

Estadão

07 de março de 2010 | 16h00

4937077_400

Esta é a última parte da série de avaliações sobre as salas especializadas de São Paulo. Clique aqui para ver os posts anteriores.

Quem vai ao espaço cultural Crisantempo já sabe o que vai encontrar na telona. As sessões enfatizam a relação das pessoas com o meio ambiente. “É para quebrar a alienação dos artistas e a chatice dos ecologistas”, afirma Mônica Borba, educadora ambiental e uma das responsáveis pela programação.

A coordenadora Gisela Moreau afirma que a ideia é exibir “filmes de militância, ligados à verdade das minorias”. A causa é tão importante que o grupo tem um núcleo que traduz e legenda filmes internacionais ligados a temas como água, consumo e lixo, que jamais ganhariam cópias em português. É aqui que acontece também o ‘braço paulistano’ do Festival Internacional de Cinema Ambiental (FICA), originalmente realizado em Goiás.

Quando Gisela e Mônica assistiram à edição carioca do evento em 2008, ficaram inquietas pensando em como trazer o conteúdo para São Paulo. “Fiquei dias sem dormir, de tanta preocupação”, conta Mônica. Daí veio a ideia de utilizar a Crisantempo. Neste ano, o FICA acontece em setembro.

12_400

O auditório tem capacidade para cem pessoas e os filmes são projetados em uma tela de tamanho 4×3. O som é o mesmo usado para as apresentações de teatro. Neste momento, o local ainda está em recesso, mas a programação do espaço volta a ser realizada normalmente no mês de abril, todas as quartas-feiras, às 20h. (Susan Eiko)