Filme de campo

Estadão

11 de março de 2010 | 12h00

(Este é o nono post da série de resenhas publicadas no Guia do Estadão sobre filmes que concorreram ao Oscar e estão em cartaz)

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Invictus | Invictus, EUA, 2009

Indicações | Melhor Filme; Melhor Ator Coadjuvante, para Morgan Freeman

Jogadores de rúgbi são incrivelmente robustos. Mas você deve sair do novo filme de Clint Eastwood feito manteiga derretida. Tudo em Invictus compactua para as lágrimas: Morgan Freeman na pele de um Nelson Mandela iluminado, a emoção das partidas esportivas e a história real, das mais comoventes,em que o filme se baseia.

Além da maestria para seduzir do diretor – que segue no caminho humanista que parecia ter chegado ao auge em Gran Torino. Depois de 27 anos preso pelo regime do apartheid, Mandela – que havia se tornado o primeiro presidente negro sul-africano – veste a camisa verde e dourada do Springbok, time que só tem um jogador negro e é um símbolo da segregação no país.

Mandela é doce, mas firme em seu propósito: impede que a equipe seja extinta na euforia do novo governo, aposta nela como campeã da Copa do Mundo de 1995 e convida François Peinaar, o capitão vivido por Matt Damon, para um chá da tarde. A ligação que se tece entre os dois e a vibração do país no desenrolar da história o farão sair do cinema achando que aquele se tornou o melhor dos mundos. Pena que as notícias dos jornais não mostrem o mesmo. (Ilana Lichtenstein)

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