Fantasia do mundo real

Estadão

18 de junho de 2010 | 00h03

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É pouco provável – para dizer o mínimo, e educadamente – que A Jovem Rainha Vitória tenha sido tão bonita quanto a atriz Emily Blunt. Aos olhos de seus pretendentes, no entanto, o berço de ouro em que Alexandrina Victoria (1819-1901) nasceu devia fazê-la a maior das beldades. Ela cresceu destinada a conduzir a Inglaterra e vivia em um castelo, aprisionada pela mãe. Era extremamente jovem (mas já com tendências ao famoso ‘pulso firme’) quando conheceu e teceu ligações interessantes com o lorde Melbourne (Paul Bettany) e o príncipe Albert (Rupert Friend, tão doce que mal se reconhece o protagonista lascivo de Chéri). Postura perfeita, nuca impecável.

A idealização de cada gesto pertence, simultaneamente, ao reino do cinema e ao próprio mundo da rainha. E o filme é um pouco como essa vida: cheio de jantares, valsas, passeios em jardins e cerimônias deslumbrantes. Conflitos – com o povo, principalmente – aparecem apenas de leve, como através de anteparos. Mas estão lá. O figurino, vencedor do Oscar deste ano, é o elemento responsável por encher olhos. Mas vários outros concorrem para fazê-los transbordar.

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