Espaço da imaginação

Estadão

07 de maio de 2010 | 11h26

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O melhor de O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus foi consequência de uma fatalidade. Talvez você conheça a história: as filmagens ainda não tinham acabado quando Heath Ledger, o protagonista, morreu. Sem muitas alternativas, o diretor Terry Gilliam (de O Pescador de Ilusões e Os 12 Macacos) decidiu que, em certas cenas, seu personagem seria vivido por outros atores – e contratou Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell. Virou uma solução genial.

O filme fala de uma trupe de teatro que circula por Londres, liderada por Dr. Parnassus (Christopher Plummer). Ele tem uma rixa histórica com o diabo (Tom Waits) e precisa conquistar cinco almas antes dele, se não quiser perder a sua filha. As disputas acontecem em um mundo imaginário, acessado por um espelho falso no palco de Parnassus.

É nesse espaço – reflexo da imaginação de quem passa pelo espelho – que o personagem de Heath, um rapaz que se junta a Parnassus, assume novas formas. O filme é o que parece: uma loucura que não chega muito a lugar nenhum (nem se equipara com os melhores trabalhos de Gilliam). Mas a dança de atores é divertida – e enriqueceu, de alguma maneira, o universo do longa. (Rafael Barion)

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