Ele gosta de se mostrar

Estadão

30 de abril de 2010 | 15h01

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Mais arrogante, debochado e exibicionista. É assim que encontramos Tony Stark (Robert Downey Jr.) no começo de Homem de Ferro 2. Depois de admitir que é o super-herói e conseguir “privatizar a paz mundial”, o ego de Stark explodiu. Enquanto se mostra (e dá vexames) em público, ele tem, porém, ao menos três grandes problemas a resolver.

O surgimento do herói criou uma corrida mundial para tentar copiar a sua armadura – e o governo americano, apoiado pelo fabricante de armas Justin Hammer (Sam Rockwell), quer que ele a entregue ao exército. Além disso, a placa alojada em seu peito está debilitando a sua saúde. E há um russo (vivido por Mickey Rourke) que também sabe construir armas poderosas – e quer destruí-lo.

Você já deve imaginar que tudo isso vem acompanhado de boas sequencias de ação – a primeira, durante um GP em Mônaco, é impressionante. O que torna o filme de Jon Favreau divertido, porém, são os diálogos criados pelo roteirista Justin Theroux, que parece ter escrito as falas de Stark, Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) e da espiã Viúva Negra (Scarlett Johansson) como quem escreve uma comédia de relacionamentos. (Rafael Barion)