E Carlos Reichenbach votou no…

Estadão

27 Fevereiro 2010 | 19h30

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O Cinema segue pedindo a grandes cineastas para identificar as melhores salas de São Paulo. Afinal, eles sabem muito bem identificar se determinada projeção preservou (ou alterou) o audiovisual original de seus filmes. Depois de Laís Bodanzky, agora consultamos Carlos Reichenbach. Nascido em Porto Alegre mas um paulistano autêntico (mudou-se para cá com um ano de idade), ele já dirigiu, fotografou e atuou em mais de 20 filmes comerciais. Entre os mais recentes, Garotas do ABC (2004) e Falsa Loura (2007).

Qual cinema de São Paulo fez a melhor projeção de seu filme?
A Cinemateca, o CineSesc e o Espaço Unibanco fizeram exibições impecáveis de Falsa Loura. Não assisti ao filme em muitas outras salas, mas não tenho do que reclamar dessas três.

Quais salas da cidade você costuma frequentar, e por quê?
Tecnicamente, a melhor sala de cinema do Brasil é a Unibanco Arteplex. É uma espécie de tubo de ensaio, nada escapa do filme. As da Cinemateca também têm excelente qualidade de imagem e som. Mas as minhas preferidas mesmo são do CineSesc, eu estou sempre lá. Isso principalmente por causa da programação atípica. Poucas salas de São Paulo apostam em outro tipo de filme, talvez menos comercial.

Que dicas você daria para o público avaliar a qualidade de projeção de um filme?
Bom, eu tento evitar assistir a filmes brasileiros em salas de projeção digital. É preciso se informar: se o filme foi captado com câmera de vídeo, não faz diferença; mas se foi captado em 35mm, ele perde muito nesse tipo de projeção. A tendência quando isso acontece é a tela parecer uma grande televisão, destoando os contrastes característicos do cinema. Oras, para ver TV eu fico em casa, e imagino que o público também. (Renata Reps)