Como se cria um vilão

Estadão

03 de dezembro de 2010 | 12h07

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Mark Zuckerberg usa moletom de capuz e chinelos aonde quer que vá em A Rede Social. Seja em seu quarto de estudante em Harvard, de onde criou o Facebook, ou no julgamento em que responde por roubo de propriedade intelectual. O figurino não indica só a idade deste que se tornou o mais jovem bilionário do mundo. É também uma questão de postura. Enquanto Eduardo (Andrew Garfield), o sócio brasileiro – que era seu único amigo, de fato -, veste terno e tenta patrocínios em Nova York, o gênio segue para a Califórnia a conselho de Sean Parker (Justin Timberlake), do Napster. Ele diz não querer dinheiro, mas que o site seja ‘bacana’ (‘cool’).

Dá gosto ver a atuação de Jesse Eisenberg: ele olha para a janela enquanto lhe fazem perguntas, soa indiferente. Mas logo devolve, impassível, as respostas mais engenhosas. É afiado, uma palavra que também descreve o longa de David Fincher (de Seven e Clube da Luta).

A sequência inicial, um diálogo perspicaz em que a namorada chama Zuckerberg de babaca (e estimula, com isso, a criação do site), dá o tom e o ritmo do filme. Ele parece passar em um segundo – um pouco como o tempo, quando se usa a rede.

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