95 minutos de pesadelo

Estadão

04 de maio de 2010 | 15h02

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Alguns filmes geram uma certa comoção no público, a ponto de influenciar algumas pessoas a irem ao cinema fantasiadas de célebres personagens. George Lucas não se tornou o rei dos nerds à toa, vide o número de Darth Vaders por aí. Eu mesmo já cansei de brincar de sabre de luz com um frasco de desodorante, fazendo ‘tzum! tzum!’ com a boca enquanto dava uma lição Jedi naqueles Sith malditos. Mas veja bem: tudo na privacidade do meu lar, sem ninguém ver.

Há quem se divirta muito com isso… na rua, ou em eventos de cosplay (não estou aqui para julgar as preferências alheias). Mas veja bem: é necessário que a pessoa fantasiada esteja consciente do que está fazendo.

Eu não sou um grande fã de filmes de terror. De vez em quando até vejo algum, mas sou desses que fecham os olhos durante cenas mais sangrentas. Então assisti em primeira mão ao filme A Hora do Pesadelo, do Freddy Krueger. Mesmo sem conhecer muito a história, eu já sabia que se trata de um pessoal que não pode dormir, porque um assassino monstruoso (Freddy) invadiria seus sonhos e os mataria de forma brutal. Mais nada.

Antes da exibição do filme, teria um café da manhã. Preferi não comer nada e ficar em um canto lendo um livro que tinha acabado de comprar. Entre um parágrafo e outro, fiquei com uma sensação estranha de que estava sendo mais observado do que de costume. Não, isso não me deixou nem um pouco à vontade. Será que eu já estava com medo do filme por antecipação?

Até que chegou a hora da exibição e todos se dirigiram à sala. Perto da entrada, recebi um kit com informações sobre o filme e, junto, uma pergunta: “Nossa, você veio fantasiado de Freddy?”

Depois que o filme começou e o vilão apareceu, entendi tudo. Repare na indumentária do indivíduo:

freddy

E veja com que camiseta eu apareci por lá:

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PS – A Hora do Pesadelo estreia nesta sexta.

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