SP Arte: balanço até agora

Estadão

29 de abril de 2010 | 21h36

A abertura da SPAte, ontem, foi lotaaaaada – e a maioria dos galeristas vendeu bem no primeiro dia. Os compradores? colecionadores sérios; gente que passou e gostou e golden boys ‘tomando tudo.” Tem um grupo – não conto quem – com R$ 40 milhões (isso, milhões) para investir. Mais? um Ismael Néry fechado por U$ 1 milhão. As galerias Choque, Triângulo, Fortes, Raquel A., Nara Roseler com 80% de obras. Basicamente? quem foi a abertura viu uma feira; e hoje verá outra.

No topo, a artista Jeanette Musatti e Cecília Isnard com Pedro Mendes da Mendes Wood. 2. Os colecionadores Marilene Maggione, Ricardo Akagawa acompanhando o shopping de Cleuza Garfinkel, da Porto Seguro, doadora de R$ 30 mil para o MAM rechear seu acervo; 3. O colecionador carioca Gilberto Chateaubriand: todo colecionador deita para ele passar por cima porque compra loucamente; 4. Osgemeos. Acredita que um marchand quebrou um muro para vender como arte? os Pandolfo bateram à porta, claro, pedindo sua parte kkkk. O ladrón de muro pagou, obvio. 5. Carlos Fajardo e 6. O marchand João Pedrosa que fará um leilão de design e tecidos dia 11 com Jorginho Kauffman, que coleciona

No topo, a artista Jeanette Musatti e Cecília Isnard com Pedro Mendes da Mendes Wood. 2. Os colecionadores Marilene Maggione, Ricardo Akagawa acompanhando o shopping de Cleuza Garfinkel, da Porto Seguro, doadora de R$ 30 mil para o MAM rechear seu acervo; 3. O colecionador carioca Gilberto Chateaubriand: todo colecionador deita para ele passar por cima porque compra loucamente; 4. Osgemeos. Acredita que um marchand quebrou um muro para vender como arte? os Pandolfo bateram à porta, claro, pedindo sua parte. Sim, foram pagos. 5. Carlos Fajardo e 6. O marchand João Pedrosa que fará um leilão de design e tecidos dia 11 com Jorginho Kauffman, que coleciona

CADÊ O NERY QUE ESTAVA AQUI? UM COLECIONADOR DO RIO COMPROU E LEVOU NA HORA DEBAIXO DO BRAÇO

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MAIS GENTE

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“Realmente o momento super especial. Houve uma ampliação do leque de compradores”, festeja, exausto, Ricardo Trevisan, da Galeria Triângulo, que repôs 80% das obras do estande. Ou seja:quem foi a abertura viu uma feira. Hoje, com novas obras, é praticamente uma nova feira. Mercado aquecido? pelas vendas parece que sim. Mas há  que levar em conta o prazer do show-of, já que muitos dos clientes fazendo shopping na feira são clientes de carteirinha das galerias.

Quem compra?

Marcia Fortes da Fortes Vilaça: “Todo tipo de pessoa, mas não consigo dar uma declaração cliché que defina o comprador porque vendi para uma senhora de 80 anos que nunca vi e para professores de universidade.”

A comitiva internacional de 18 pessoas, com curadores, na noite de ontem ainda checava o cenário. Pedro Jereissati, do clã Iguatemi, doou R$ 80 mil – e com isso Rodolfo Parigi vai para o MAM da Bahia. Super young, artista da Nara Roesler, Rodolfo tem uma lista de espera de 30 colecionadores – e sua tela vendida é o primeiro quadro que sai após sua residência Paris. E Nara fez o certo: priorizou o institucional. Porque quadro em museu contribui para formação cultural do povo.” Há “códigos de venda” entre galeristas. Regra 1: museu são prioridade porque tornam a obra perene. Regra 2: posicionar o artista em coleções importantes. Forma o pedigree do artista. Se for internacional é melhor: mais projeção. Depois vem o resto – e “money talks”. Entre novos ricos, arte dá status, por isso

Dos galeristas gringos, Stephen Friedman é o mais feliz. Vendeu quase tudo. Isso é bom porque vai reverberar e no próximo ano, aposto, a feira deve ter mais galerias de Londres. Em compensação… o mexicano Henrique Guerrero está péssimo; vendeu… NADA!!!

3Dimensionalidade


É a grande coisa, já que sensorialidade é tendência. Pinturas, esculturas e fotos em 3D são o hit de vanguarda.

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QUEM ESTÁ EM ALTA?

Geração Y – Young Artists. Venho batendo nessa tecla na coluna do jornal há um bom tempo.  São o frescor – e vão valorizar. “Em primeiro lugar a pessoa tem que gostar do que vai comprar porque vai ter que conviver com aquilo”, diz o curador Danniel Rangel que, veja bem, em junho abre expo “Monumentos Modernistas de São Paulo” no Mube. ” Cildo Meirelles, Antônio Dias, Cruz Diez, Soto, Waltércio, Palatinik, Tarsila, Néry de R$ 1 milhão, Mira, Ligia Pape, claro, vendem porque são consagrados. “Smart é quem comprou esses nos 60, 70, em sua época, porque apostavam no movimento. Bom colecionador é aquele que enxerga o que vai valorizar. E se valorizar, ótimo. Se não valorizar e comprou algo novo que tem a ver com a estética que lhe agrada é o que importa. Afinal a arte foi o único movimento que não produziu guerra, fome e consegue unir as pessoas, transpassar continentes, fazer intercâmbio sem criar guerra”, completa Rangel.

SPArte é uma feira que tem todo tip de arte: moderna, cinética, construtivista e contemporânea, tudo. Por isso não é cabível comparar a feira brasileira com ArtBasel e Frieze, as mais vanguardistas e das quais Fernanda Feitosa tirou o modelo.

Dos novos em quem apostar?

* Sandra Gamarra, peruana. Luisa Strina, a grande dama da arte contemporânea ama” “Sandra se apropria de obras de outros artistas e faz uma pintura de super qualidade”

* Rogério Degaki porque é design e, como diz Pedro Mendes da Mendes-Wood, é do tipo “what you see is what you get” ou… O que você vê é o que é. Super atual.

* Gustavo Nóbrega é bem interessante. Pinta cenas de santos e rezas e passa sensacão em telas embalagens de remédios tarja preta. Passa uma agonia louca. Tem coisa mais contemporânea que o consumo dessa drogas nessa geração cujas neuroses são tagueadas como síndromes e muis mais tratadas tratadas quimicamente em vez de por meio de análise?

OPORTUNIDADES DA SP ARTE?

Dois desenhos do Nara, fofésimos – e não tão comuns porque Nara vende guaches, óleos, mas não se vê por aí muitos sketch por aí. E esses são uma loucurinha. Preço? R$ 45 mil.

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Na Galeria Beatriz Arvani há uma parede montadinha com Rubem Valentim, Roberto teixeira, Ivan Serpa, LuizQAciloto, Hermelindo Fiamenghi, Judith Lauand w Willys de Castro. A parede INTEIRINHA custa R$ 250 mil.

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SP Arte vai até dia 2. Vou acionar minhas fontes, dar mais uma volta, e conto mais…

Performance da carioca Maria Mynt, escultora e pintora. Ela pegou as formas dos quadros e sensorializou...

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Bailarinos dançando pelo corredor da SP Arte

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