Para começar

Estadão

17 de março de 2010 | 19h46

Demorei, mas efim, hoje starto o blog do Estadão. A ideia é extender a coluna do C2 para a web – onde acho que serei bem feliz, já que precisaria de kms de papel para escrever o quanto eu quero. Obvio, no jornal, não dá; não cabe. Só que por enquanto, como jornalista, não vivo sem papel. É complementar a web, como pregamos Estadão.

Já é março e, desde o início do ano, toquei em assuntos que talvez tenham passado a largo para o leitor de Internet. Dei um rewind e fiz um básico copy + paste de conceitos públicados no jornal. É um apatizer para que você possa sacar o minha vibe, meu jeitão. Vamos lá, afinal Marta Stuart foi só o começo.

Hoje, milhões de consumidores seguem e obedecem aos novos curadores de estilo, gosto e erudição. Nesse mundo überconectado, todos tem acesso à infos e podem publicar e exibir opiniões à sua audiência, que valoriza a experiência e opinião. Quem são esses curadores? a garota que mora ao lado, o garoto que morado, eu ou… você! Cada um lê e vive como gosta, conclui e publica. Comente, plisssss, para chegarmos no ponto, juntos. Mande infos; eu gosto. Se tiver vontades, conte que eu vou atrás. A idéia é ir caçar de tendências, modismos, outros ismos que surgirem. Ok?

Transparência total: Seja o que for que estiver vendendo, saiba que você está sendo observado, criticado, revisado ‘em massa’ e ‘em tempo real’: 24/7. Em sociedades de consumo mais maduras, companhias terão que fazer mais do que abraçar a noção de ser uma boa corporação. Para prosperar, terão que se movimentar de acordo com a cultura de massa – e não só a própria cultura. Isso significa que transparência, hoje, é tudo.

Comunicação a toda prova: toda e qualquer dúvida ou reclamação de consumidor deve ser levada em conta de maneira apropriada. Na era online, um post ou status negativo à empresa causa um danos imensuráveis. Humanos são criaturas sociáveis e, como resultado, tendem a andar em bandos em tempos difíceis. Nessa crise, as pessoas passaram a se conectar mais, dividir mais. Os 350 milhões de usuários globais do Facebook são prova. Um estudo da Razorfish indica que 52% dos consumidores blogam sobre experiências com alguma marca. Isso só tende a crescer. Agências, preparem budget para investir no segmento. O custo é menor e o impacto, maior. Um estudo batizado Tribalização dos Negócios lançado pela Deloitte mostra que 4% dos empresários vai aumentar investimentos online.

Ressocialização: Ironicamente a web é culpada pelo isolamento das pessoas e essa mesma tecnologia está transformando as próximas gerações. Basicamente, quanto mais pessoas tiverem acesso à informação correta, mais network terá. O quadro está a ponto reverter. Aliás, já começou.

Imediatismo: Essa é uma megatendência, hypada pela avalanche de revisões online, já que meio mundo divide o que pensa, faz e gosta, assiste, ouve, influenciando pessoas.

Luxo: Hoje é o que você quiser. Ter uma família com seis filhos; ter uma Porsche em vez de uma SUV. Ou… não precisar de nada. Você decide. Em 2010, luxo – e o que isso significa para uma infinidade de segmentos – continuará em direção ao que é único. Afinal… o que constitui o conceito de luxo é escassez. E, fora necessidades básicas, todos querem ser únicos. Luxo será prover acesso a segredos, histórias e extrema personalização.

Caridade: Voluntariamente e altruisticamente as pessoas tendem a envolver-se em projetos globais de caridade. Como Madonna faz com o Malavi. O que interessa é fazer parte.

Orgulho urbano: Basicamente, observando as megacidades, cuja economia e poder cultural são mais adiantados do que outras, os habitantes estarão mais amarrados à cultura da cidade, à sua herança, memória. Incorporar a personalidade das cidades é o target de cada. Um exemplo? O projeto da vodca Absolut Cities, que cria vodcas com gosto das cidades. A de Boston? Vodca com chá preto.

Obrigação verde: O desafio para companhias de hoje é achar equilíbrio entre informar consumidores sobre práticas responsáveis enquanto buscam inovações para essa nova economia carbon-free. Pense aberto e evite a tendência de categorizar e limitar sua marca em nichos totalmente eco. Muitos consumidores não se rotulam como verdes ou eco-friendly, apesar de conscientes. Especialmente a audiência mais jovem, já esperam que o pensamento esteja embutido no produto. A tendência dos edifícios verdes e jardins verticais continua – e forte!

Comida?: A recessão impactou hábitos alimentares – e principalmente as mulheres estão comendo mais por estresse. De acordo com uma pesquisa da Cotton Incorporated’s Lifestyle Monitor, 73% das mulheres cortaram jantares em restaurantes e estão consumindo mais junkie food. Por outro lado, a geração jovem que dará forma ao futuro tem voz ativa em relação à aceitação e confiança quanto a seus corpos. É a vez das gordinhas. A cantora inglesa Beth Ditto, da banda The Gossip, é a diva.

Alimentos funcionais: ou medicinais, que são qualquer produto fresco ou processado com propriedades que beneficiem a saúde, independentemente dos valores suplementares básicos. Há uma obsessão por eles, devido ao tanto de gente que aumentou de peso por causa da comilança por ansiedade no auge da crise. Esse é um campo emergente da ciência alimentar em ascensão para aumentar popularidade de produtos entre consumidores conscientes. Por exemplo? Amendoim. De acordo com o Institute of Food Technologists, estudos mostram que consumo frequente reduz o risco de dois tipos de diabete, doenças cardiovasculares e… ganho de peso, quando ingeridas duas colheres de sopa já que amendoim tem ácidos graxos, vitamina E, potássio e cálcio.

Estilo de vida proativo: Espere que devido à febre de alimentos funcionais consumidores tomem mais vitamina C, cálcio, ácido fólico, ferro e Ômega 3 para melhorar pele, cabelo e unhas de dentro para fora. Isso tudo leva a… mais pessoas cultivando vegetais em casa e buscando peixe de melhor qualidade no mercado como resposta à demanda e também às novas tecnologias de pesca – e com tudo isso, espere preços mais altos. Fora veganismo, que vai bombar como nunca.

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