Empoderamento. É isso que devemos fazer quando ajudarmos ao próximo

Estadão

20 de maio de 2010 | 17h15

Empoderamento – A realidade social é construída a partir da existência das coisas, da difusão de idéias, da arquitetura de opinião. E as relações que se estabelecem na sociedade são relações de poder, e, o poder, é exercido em diversas esferas através da capacidade de agir para alcançar objetivos que dão sentido à existência humana. Nessa perspectiva o poder se caracteriza enquanto um fenômeno social que é estabelecido tanto por instituições, como pelas relações entre os indivíduos em seu cotidiano.

O projeto A gente Transforma, arquitetado pelo designer e arquiteto Marcelo Rosembaum, vai além do assistencialismo. Marcelo está num corpo-a-corpo com a comunidade do Capão para entender junto aos moradores do bairro os sonhos de cada um e as necessidades locais. A partir dessas conversas, traçou a meta de pintar as casas do bairro e criar mobiliário urbano. Junto aos moradores. Usando dinheiro da Suvinil e Vivo o A gente Transforma vai capacitar pintores e ensinar computacão gráfica ao povo do bairro. Lição de casa feita, uma lista de 100 pintores credenciados estará no site da Suvinil. Para ajudar nos trabalhios, Marcelo vai escolher 5 alunos de arquitetura e artes plásticas, que devem participar de um jogo virtual para serem escolhidos agentes transformadores. Virão também alunos da Royal Academy de Londres.

O que é A Gente Transforma, por Marcelo Rosenbaum from A Gente Transforma on Vimeo.

Tia Dag. Essa pessoa é um prazer conhecer. Uspiana, que na época da ditadura dava guarda para amigos. Começou a ajudar a comunidade do Capão porque o pai tinha no bairro um terreno, que com o tempo se expandiu para um imenso espaço onde 2 mil crianças e adolescentes apredem línguas, matemática financeira, radio e tevê – o estúdio da Casa do Zezinho é profissional -, música – os Zezinhos têm uma orquestra e fazem seus instrumentos – costura e uma cozinha, organizada como as do Cordon Bleu. Não à toa. A professora que dá aulas de gastronomia fez a escola francesa. Vale a visita. A Casa do Zezinho impressiona – e a força motriz dessa escola é Dagmar Garroux, uma figura respeitada até mesmo pelo PCC. Sim. Ela mete a colher quando alguém mexe com algum Zezinho. E eles respeitam. Porque é uma pessoa lógica, justa e séria. Fora de serie.

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