Alerta: há mais 3 dias para vacinar-se contra H1N1. A rede privada não tem vacinas

Estadão

19 de maio de 2010 | 14h42

 Sim, em hospitais e clínicas particulares falta a vacina contra a gripe A, a popular gripe suína, causada pelo H1N1. Na manhã de ontem fui ao consultório do infectologista David Uip tomar a vacina. Não tinha. Como assim? Isso. Os laboratórios autorizados pela Anvisa, o Abbot, que produz o shot sob alcunha Solvay Farma, e o Sanofi Pasteur, priorizaram a distribuição de vacinais para o sistema público e não tem vacinas para venda.

Portanto, atenção, o último grupo prioritário – adultos de 30 a 39 anos – tem até SEXTA para se imunizar pelo sistema do governo.

Crianças até 2 anos que não tomaram a segunda dose não estão imunizadas”, alerta Dr David, infectologista e  diretor do hospital Emílio Ribas.

Dr David Uip explica que a dose boost é necessária para crianças de até 2 anos, pois nesta idade o sistema imunológico ainda não está totalmente formado. “Há dois trabalhos sobre H1N1 e a literatura não deixa claro se apenas uma dose garante a imunização, já que foi pequeno o número de crianças observadas”, reforça ele.
 

É importante lembrar que os idosos portadores de doenças crônicas também devem ser imunizados contra a gripe H1N1.

O Sanofi Pasteur informa: “Foram enviadas ao Instituto Butantã 63 milhões de doses da vacina para distribuição para a rede pública.” Somente esta semana chegou ao Brasil a vacina trivalente, que protege contra infecção pela cepa pandêmica (A/ H1N1) e pelas sazonais (H3N2 e B) e que será distribuída para rede privada. O Solvay Farma não tem doses suficientes para distribuir, informa por meio de seu hotline.

Grupos prioritários podem vacinar-se em postos de saúde. Quem não conseguir fazê-lo até sexta, terá de… esperar.

O Ministério da Saúde recomenda que os estados e municípios que ainda não atingiram as metas de vacinação contra H1N1 montem estratégias para vacinar os públicos-alvos cuja cobertura não atingiu os 80% preconizados. Os profissionais de saúde e as crianças menores de 2 anos já superaram a meta e vacinaram 100% do público-alvo. Nos demais grupos, o Ministério da Saúde contabiliza a vacinação de 86% dos portadores de doenças crônicas (18,1 milhões), 66% das gestantes (2 milhões) e 75% de adultos de 20 a 29 anos (26,4 milhões). No grupo de 30 a 39 anos, 8 milhões de doses foram aplicadas até o momento, o equivalente a 27% da meta. A ampliação da estratégia para os adultos de 30 a 39 anos, anunciada em fevereiro, considerou o grupo com maior número de hospitalizações e mortes depois daqueles priorizados nas etapas anteriormente definidas.

As gestantes que ainda não se vacinaram também podem procurar os postos de vacinação. Além disso, os responsáveis por crianças entre 6 meses e menores de 2 anos devem ficar atentos para aplicar a segunda meia dose da vacina, feita trinta dias depois de tomada a primeira.

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