Uma festa para ficar na história

Estadão

21 de agosto de 2011 | 22h17

O entusiasmo de aproximadamente 10 mil pessoas tomou conta da passarela do Pólo Cultural Grande Otelo, no Anhembi, na noite da última sexta-feira (19) e madrugada de sábado. Não era carnaval, mas houve desfile em palco montado no meio do Sambódromo, com mestres-sala e porta-bandeiras das 14 escolas do grupo especial e 8 do grupo de acesso da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo. A festa foi em comemoração aos 25 anos de fundação da entidade carnavalesca. Também foram celebrados os 20 anos de fundação do Sambódromo e os 40 anos do surgimento do complexo de Feiras, Turismo e Eventos do Anhembi.

Foi uma maratona de 5 horas de duração, onde cada agremiação apresentou seus sambas de enredos vivenciados em vários anos de glórias, contando com o ritmo da bateria formada por ritmistas e batuqueiros de todas as 22 escolas.
O grupo Fundo de Quintal e os sambistas Dudu Nobre e Arlindo Cruz completaram a festa do samba. O prefeito Gilberto Kassab também compareceu à festa.

Repercussão:

Darly Silva, o Neguitão, presidente da Vai-Vai:
“Depois de toda aquela política, aquela mudança de rumo com a criação da Super Liga das Escolas de Samba de São Paulo, as escolas se uniram na Liga e estamos comemorando uma data que não é todo dia que a gente tem, 25 anos da Liga. Precisamos fazer mais ações como esta, o samba necessita disto, não é só política, o samba é isto aí. Estamos querendo implantar esta filosofia, ter mais festas e menos política.”

Housein Abdo el Sela, o Jamil, presidente da Tucuruvi:
“A Liga mudou a cara do samba em São Paulo, que era marginalizado, e hoje ele dá status, é coisa de elite e de todos: branco, negro, japonês. É universal.”

Antonio Alan Souva Silva, o Donizete, presidente da Gaviões da Fiel:
“Vim prestigiar o evento e parabenizar a Liga pela promoção do carnaval paulistano.”

Renato Rodrigues , o Tomate, presidente da Dragões da Real:
“Com 11 anos de vida, a Dragões procura separar os dois mundos: é integrante da Torcida Organizada do São Paulo e atua como escola de samba. Esta é nossa receita de sucesso. Os 25 anos da Liga devem ser marcados pelo resgate das escolas, que se uniram em favor do samba.”

Sergio Ferreira, o Serginho, presidente da Liga:
“Apesar de todas as turbulências, a Liga tem um papel primordial no crescimento do samba e do carnaval paulistano. Daqui para frente teremos outras conquistas, como por exemplo a Fábrica dos Sonhos, ou a Cidade do Samba, que o prefeito Gilberto Kassab garantiu sua construção.”

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.