Nenê de Vila Matilde reforça sua estrutura

Estadão

24 de abril de 2012 | 18h26

Rinaldo José Andrade, o Manteiga, presidente da Nenê de Vila Matilde, disse ao Blog do Candinho que sua a escola há dois anos vem fazendo um trabalho com parceiros comerciais, pois, como acontece com outras agremiações, já não há mais condições de uma escola de samba viver sómente da verba destinada pela Prefeitura.

No seu entender, esta parceria precisa ser ótima para ambas as partes e, para que isto ocorra, foi feito um ajuste na direção da escola, que resultou na criação de uma diretoria executiva, uma administrativo-financeira e outra para cuidar exclusivamente do carnaval. Com a grandiosidade que se tornou o carnaval, disse Manteiga, se a escola não se adequar, ficará ultrapassada e não obterá boa colocação no desfile.

Esta adequação inclusive passa pela informatização da Nenê, uma vez que quem assim não proceder estará fora do mercado. Hoje, a comunicação e a interação com as redes sociais é algo fundamental. Com relação ao enredo 2013, Manteiga deixou no ar que a Nenê virá focada na Igualdade.

A responsável pela radical transformação
Lucia Helena da Silva – diretora administrativa e financeira da Escola de Samba Nenê de Vila Matilde, que na vida profissional é executiva de uma rede de faculdades instaladas em São Paulo e em São José dos Campos, nos disse ter se aproximado da escola em busca de uma parceria para desfilar e promover ação social na Comunidade da Águia Guerreira. A proximidade acabou virando paixão entre ela e todos da escola e logo depois virou casamento, quando ela entrou para a diretoria da Nenê para fazer toda a gestão administrativa. Isso deu à parte artística da entidade muita força, porque os componentes puderam se dedicar plenamente à criação. Para Lucia Helena, a comissão de carnaval e a diretoria artística não podem nem devem pensar na parte administrativa e financeira, que é uma parte “chata” e que ficou inteiramente a cargo dela, que tem 25 anos de experiência na área.

“No ano passado, fomos atrás de parceiros comerciais, trouxemos recursos para a escola, fizemos reestruturação total na diretoria e hoje temos um diretor de marketing, um diretor artistico, uma área comercial especializada em buscar parcerias e uma área de divulgação”, disse ela.  “Resgatamos toda a tradição da Nenê para preservar a história da escola. Todos sabem do potencial de sua famosa bateria nota 10 e sua forte tradição de samba no pé deixada pelo fundador Alberto Alves da Silva, o imortal sambista Seu Nenê”, completa.  A idéia, agora, é fazer com que a Nenê de Vila Matilde se torne uma verdadeira empresa carnavalesca.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.