Scott Weiland: o fim de um sobrevivente
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Scott Weiland: o fim de um sobrevivente

Alexandre Ferraz Bazzan

04 de dezembro de 2015 | 15h18

Rob Sheffield, escritor da revista Rolling Stone americana, disse que os anos 1990 foram os melhores da história da música. Quem não viveu a época tende a relativizar a afirmação, mas ela é 100% verdadeira. Não existe uma única década que tenha revelado tantos “frontmans” legais: Kurt Cobain, Layne Staley, Chris Cornell, Eddie Vedder, Zach de la Rocha, Rivers Cuomo, Stephen Malkmus, Courtney Love, Kathleen Hanna, isso só para lembrar alguns.

Quando o Guns n’ Roses se separou, Axl chamou três guitarristas para substituir Slash, mas precisou apenas uma pessoa para tomar a frente do palco que pertencia ao vocalista chiliquento: Scott Weiland. Ele rebolava como Mick Jagger e tomava drogas como Keith Richards, e a impressão era que, assim como os Stones, ele duraria para sempre. Não deu.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Ao final do meu primeiro ano em SP, em 2010, eu peguei um táxi e em menos de 10 minutos já estava tentando arrumar um ingresso para assistir o Stone Temple Pilots. Eu e um amigo logo conseguimos nos resolver porque a Via Funchal não tinha esgotado os ingressos. Ali eu vi REM, Bob Dylan, New Order e agora a reunião de uma das bandas mais subestimadas da década de 1990. Todos gigantes, cada um à sua maneira. Na fila, encontrei um colega que viria a ser um dos grandes amigos nessa cidade cinza e barulhenta. Foi assim com Stereophonics e Ben Harper sempre trombando por acaso que os laços se fortaleceram.

As bandas que voltam são encaradas com muita desconfiança e quando um dos integrantes é usuário pesado de drogas a chance de tudo dar errado é maior ainda. Os caras provaram que estavam acima de qualquer nariz torcido que apontassem para eles e fizeram um show bonito, mesmo contando em grande parte com muita nostalgia.

A Via Funchal acabou há algum tempo para dar lugar a algum prédio de 5 mil andares na Vila Olímpia. Hoje foi o dia de se despedir de Scott Weiland. Com Velvet Revolver, Stone Temple Pilots ou até no bom e pouco divulgado trabalho solo, ele vai fazer falta.

Abaixo dez momentos do cantor para recordar:

Tudo o que sabemos sobre:

Scott Weiland

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: