Pela 1ª vez na história, patinadores podem usar músicas com vocal em uma Olimpíada de Inverno
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Pela 1ª vez na história, patinadores podem usar músicas com vocal em uma Olimpíada de Inverno

Medida já usada em outros torneios estreia em PyeongChang; liberação aconteceu logo após Sochi 2014

Alexandre Ferraz Bazzan

19 de fevereiro de 2018 | 12h13

A cada quatro anos, nos pegamos conversando sobre curling, bobsled e patinação no gelo. Os Jogos chegam e vão de forma discreta, mas neste ano temos uma novidade. Esta é a primeira Olimpíada de Inverno a permitir que patinadores usem músicas com vocal em suas apresentações. Somente pela escolha de um cantor querido, o atleta já pode criar algum tipo de simpatia e a competição deve ter o tipo de atenção que não recebia desde que Tonya Harding supostamente contratou uma pessoa para quebrar a perna da colega e competidora Nancy Kerrigan, em 1994. Kerrigan ficou com a prata naquele ano e Harding, com um problema nos patins, ficou no oitavo lugar. Depois disso ela foi banida do esporte por assumir a culpa na polêmica com a rival. A história virou filme indicado ao Oscar.

Voltando aos Jogos de 2018. Para atrair novos fãs e atender o apelo de jovens atletas, a União Internacional de Patinação liberou logo após a Olimpíada de Sochi, na Rússia, o uso de músicas cantadas nas apresentações. A medida já era permitida na dança no gelo e passou a abranger também a patinação individual, masculina e feminina, e em duplas desde então. A novidade mudou o panorama das competições internacionais e chega pela primeira vez em uma Olimpíada criando queridinhos imediatos, como a patinadora francesa Maé-Bérénice Méité, que usa músicas da Beyoncé em suas séries.

A roupa bonita e diferente, sem a saia tradicional, a voz da cantora americana e a excelência de Maé-Bérénice já conquistaram os corações de várias pessoas pelas redes sociais. Dá para ver pelas palmas a força da música no programa.

Mladen Antonov/AFP

A mudança, entretanto, não foi tão comemorada em alguns setores do esporte. Há quem diga que a voz conta uma história por si só e tira o foco do programa do atleta. Outros preferem seguir com as tradicionais músicas clássicas. O japonês, atual campeão, Yuzuru Hanyu considera que as letras são uma distração.

Já o malaio Julian Yee usa a voz de James Brown a seu favor. “Se eu conseguir mostrar a energia que o James Brown mostrava nos palcos, vai ser algo bom para a plateia e para os juízes”, disse ele ao The New York Times.

Com a liberação, teve até patinador que ousou mais. O americano Adam Rippon já se apresentou ao som da própria voz cantando Diamonds, da cantora Rihanna. O resultado não é ruim, talvez ele deva tentar seguir carreira na música depois de pendurar os patins.

COM INFORMAÇÕES DO THE NEW YORK TIMES

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