Os bons lançamentos da música nacional neste começo de ano
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Os bons lançamentos da música nacional neste começo de ano

Emicida, Anelis Assumpção, Armada, Régis Martins & Cia Fantasma e BaianaSystem mostram que 2018 promete

Alexandre Ferraz Bazzan

16 de fevereiro de 2018 | 14h29

A vida devia ter a alegria das pessoas durante um show do BaianaSystem. É só olhar as fotos de qualquer apresentação deles e você vai perceber que a experiência é única(ALIÁS, eles tocam neste sábado em São Paulo, na av. 23 de Maio, e a concentração começa ao meio-dia). Não basta ser a melhor banda brasileira da atualidade, eles apelaram. Antes do carnaval, os baianos se juntaram com uma das maiores bandas da história deste País, a Nação Zumbi. Da parceria surgiu a música Alfazema:

O anúncio de que Kendrick Lamar cuidaria da trilha sonora do filme Pantera Negra fundiu a cabeça de muita gente. Como é que esse cara consegue fazer tanta coisa? Será que ele não dorme? O que ninguém imaginava é que Emicida faria sua própria homenagem ao herói da Marvel.

Bem, talvez a música não seja uma surpresa tão grande. O rapper sempre teve uma ligação muito forte com os quadrinhos e até pensou em ser cartunista antes de começar a fazer rimas.

Agora para uma coisa menos grandiosa, mas não menos ambiciosa. Após fazer um bom disco com a Motormama no ano passado, o nosso Jack White dos pobres, ou só nosso Jack White para evitar a redundância, Régis Martins tira a poeira de seu outro projeto, a Cia Fantasma. O single Bem-vindo Irmão Caveira vem acompanhado do lado b Sacramento. Você pode ouvir as duas aqui. O trabalho foi feito agora no começo do ano, quase ao vivo, no estúdio Antro Home, em Ribeirão Preto. A Cia Fantasma, além de Régis(vocal, violão e guitarra), é Gisele Z(vocal e theremin) e Alessandro Perê(teclados) e para a gravação eles contaram com Teco Tezzon na bateria. Eles também tocam em São Paulo no sábado, às 20h, na Sensorial Discos da rua Augusta.

Capa feita por Marco ‘PXE’ Caleffi

Depois de anos na estrada, a banda punk Blind Pigs acabou, mas não demorou para que a maior parte dos integrantes voltasse a se juntar para um novo projeto. Henrike Baliú, Mauro Tracco, Alexandre Galindo e Arnaldo Rogano convocaram Ricardo Galano para formar a Armada. O disco Bandeira Negra traz a parceria inusitada com o cantor, ator e agora deputado, Sérgio Reis, mas esse, por incrível que pareça, não é o ponto alto. O álbum faz uma bela homenagem à seleção brasileira em 1982 e uma declaração de amor muito bonita a São Paulo, mas principalmente a Paola Zambianchi, mulher do vocalista Henrike, em Lisboa. A banda ainda critica o momento atual da política no Brasil, o genocídio indígena e as igrejas. As 17 faixas são como um grito entalado na garganta, às vezes um desabafo de amor e saudade, outras um punho no alto de indignação.

Anelis Assumpção coloca fim a um hiato de quase quatro anos com o disco Taurina. Nesse tempo, a herdeira de Itamar fez shows em homenagem a Paulo Vanzolini, Clara Nunes e Peter Tosh, e também cantou no disco da irmã Serena, que se foi cedo demais após lutar contra um câncer. O álbum ainda tem a participação de grandes nomes da música atual, como Céu, Liniker, Thalma de Freitas e Tulipa Ruiz e já é candidato a entrar nas listas de melhores de 2018 ao fim do ano.

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