Os 10 melhores* shows internacionais da década
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Os 10 melhores* shows internacionais da década

Na década em que o hip-hop passou o rock nos streamings, a música de guitarra ainda domina nas apresentações ao vivo

Alexandre Ferraz Bazzan

18 de novembro de 2019 | 20h33

A seleção dos melhores shows vem cheia de restrições e por esse motivo coloquei um asterisco já no título. Dinheiro, trabalho, localização geográfica e ingressos esgotados me impediram de ir a muitos dos melhores shows da década, como Iggy Pop, Ozzy, Black Sabbath, Metallica, David Byrne, The National, Lou Reed, Rage Against The Machine, Kendrick Lamar e por aí vai.

O curioso é que mesmo com o hip-hop passando o rock nos streamings, a música de guitarra ainda domina nas apresentações ao vivo. Alguns grandes artistas do gênero já passaram por aqui, mas eles ainda são minoria.

Abaixo a lista em ordem cronológica e você pode fazer o relato do seu show preferido nos comentários:

Paul McCartney (São Paulo – Morumbi – 21/11/2010)

Depois de 2010, Paul tocou no Brasil quase todos os anos, mas antes disso ele não vinha desde 1993. Foi um show histórico e emocionante para uma geração que ainda não tinha visto o ex-beatle.

Foto: Filipe Araújo/Estadão

Primal Scream – (São Paulo – HSBC Brasil – 24/09/2011)

A banda comemorava os 20 anos do clássico Screamadelica e fez um show tocando o disco integralmente, com direito a hits de outros álbuns no bis.

Pearl Jam (Rio – Apoteose – 06/11/2011)

Foi um show com algumas músicas apenas para os fãs mais fanáticos e que também levou em conta os clássicos deixando de fora Last Kiss(preferida de quem não necessariamente conhece o Pearl Jam). Um cover lindo de Mother do Pink Floyd e uma resposta incrível dos cariocas.

Bruce Springsteen (São Paulo – Espaço das Américas – 18/09/2013)

Um show histórico com “H” maiúsculo. O chefe abriu cantando em português Sociedade Alternativa, de Raul Seixas. Mas não foi só isso, nas mais de 3 horas, ele bebeu cerveja do público, praticamente casou um casal, se jogou na galera e desfilou o melhor de todo o seu repertório. Um absurdo.

Foto: Filipe Araújo/Estadão

Jack White – (São Paulo – Lollapalooza – 28/03/2015)

O americano poderia ter uma carreira brilhante com o White Stripes, mas se tem alguém que diversificou foi ele. White criou outros dois projetos paralelos(The Raconteurs e Dead Weather) e ainda lançou três discos solo(2 na época do show). O catálogo musical é extenso e ele usou muito bem com uma banda de apoio talentosa.

Foto: Rafael Arbex/Estadão

The Who (São Paulo – Allianz Parque – 21/09/2017)

A primeira e única passagem deles pelo Brasil. É verdade que o tempo quis que a banda viesse desfalcada dos incríveis e saudosos Keith Moon e Jonh Entwistle, mas Pete Townshend tocou como um garoto e a voz de Roger Daltrey ainda faz o serviço.

Radiohead (São Paulo – Allianz Parque – 22/04/2018)

Mesmo tendo recém lançado o ótimo disco A Moon Shaped Pool, os ingleses fizeram um show que pincelou um pouquinho de toda a carreira do grupo. Só saiu infeliz quem pagou ingresso apenas para ouvir Creep(se essa pessoa existe, ela merece sair infeliz).

Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão

Father John Misty (São Paulo – Auditório Simón Bolívar – 26/08/2018)

Com uma trinca de discos invejável(I Love You, Honeybear, Pure Comedy e God’s Favorite Customer), Josh Tillman rebolou, desceu para provocar o público e terminou o show com toda a plateia no palco.

 

Nick Cave (São Paulo – Espaço das Américas – 14/10/2018)

Kanye West deveria ter ido a pelo menos um show de Nick Cave antes de fazer o seu Sunday Service.  Mesmo com os constantes gritos de “ele não” que por vezes atrapalharam o andamento(e um solitário “ele sim” que foi rebatido até pelo próprio Cave), a impressão era de comunhão total da impecável banda com a plateia.

Against Me! (São Paulo – Carioca Club – 20/10/2018)

A vocalista e guitarrista Laura Jane Grace passou alguns dias em São Paulo. Junto com o show inédito e o novo disco Shape Shift With Me, ela lançou em português seu livro de memórias Tranny: Confissões da anarquista mais infame e vendida do punk rock.

Em breve devo postar aqui no blog uma lista mais ampla dos melhores discos da década.

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