Kid Foguete quer lançar novas músicas e a plataforma não importa
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Kid Foguete quer lançar novas músicas e a plataforma não importa

Banda paulistana leva o 'faça você mesmo' a um outro nível com a construção de um estúdio em casa

Alexandre Ferraz Bazzan

23 Outubro 2015 | 14h46

Um coisa que eu aprendi sobre pré-conceitos é: não os tenha. O som do Kid Foguete pode sugerir personalidades fechadas, integrantes se reunindo para ver um filme do Bergman e comentando sobre o último disco do Thurston Moore. Ok, eles provavelmente gostam do Sonic Youth, mas a introspecção para por aí.

Primeiro chega um e-mail:

“Acho que só vai faltar o baterista.

Você come carne? A gente está planejando um churrasquinho já que vai ser um domingo sem ensaio.”

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Depois, quando Rafael Carozzi (guitarra e vocal) abre a porta, o que se vê é uma enorme projeção na parede do jogo da Alemanha contra Geórgia, válido pelas eliminatórias da Euro 2016. “Eles precisam dessa vitória”, diz Pablo Turazzi Vilanova, o baixista, antes de entrar em uma análise tática e brincadeira pelo 7 a 1 com André Garbin, que toca guitarra.(A Alemanha ganhou por 2 a 1, está feio Brasil)

O baterista, de fato, não estava presente. Felipe Petroni tinha viajado. Alinne Anno, teclados e sintetizadores, completa a turma tomando uma cerveja e aparentemente tímida. Isso até a conversa começar. Excetuando ela(Rafael tem outra banda ativa com Alinne chamada Readymades), todos tocaram juntos em algum momento na Sonora e na Solo, bandas com formação bem parecida com a do Kid Foguete, nome emprestado de um conto de Charles Bukowski.

No conto, um lutador desiste de um emprego maçante em um matadouro. É assim que Rafael enxergava o projeto, algo para fugir quando nada dava certo, um escape. Curiosamente, o escape foi adiante e fez ele repensar até o significado do texto de Bukowski.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Rafael gravou o primeiro EP, Asteroids, sozinho com o auxilio de programas para criar a bateria. A influência da forma de tocar dos colegas, segundo ele, já estava presente nesse registro e se consolidou no segundo trabalho, Pure Places, já como banda. Agora, eles montam aos poucos uma estrutura para gravar as novas músicas. O sonho seria lançar em vinil, mas talvez a realidade ainda não permita. A ideia inicial seria um disco completo desta vez, mas eles mesmos assumem que a diferença entre single, EP e álbum é apenas uma coisa de mercado que não os preocupa. Quem sabe eles não criam uma nova plataforma?

Aperte o play e ouça a conversa toda com o Kid Foguete(Eles fizeram um cover de Jesus and Mary Chain incrível que só quem ouvir até o final vai saber onde procurar):

Só lembrando que você pode fazer download do áudio clicando ali na setinha para baixo ou assinar o podcast no iTunes clicando aqui.

Ouça outras edições do podcast:

Bootleg Entrevista – Gram

Bootleg Entrevista – Vivendo do Ócio

Bootleg Entrevista – Henrike (Blind Pigs)